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Brics: chanceleres encerram sem posição sobre guerra após tensão Irã-Emirados

Brics encerra cúpula de chanceleres sem posição comum sobre guerra no Irã; declaração aponta divergências entre membros e cita Emirados por relação com EUA/Israel

Reunião de ministros das Relações Exteriores dos Brics em Nova Délhi, na Índia, nesta sexta-feira (15) (Foto: Ministério das Relações Exteriores da Rússia/EFE)
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  • Cúpula de chanceleres dos Brics, em Nova Délhi, terminou sem posição comum sobre a guerra no Irã, com a declaração final reconhecendo diferentes pontos de vista entre os membros.
  • O texto, divulgado pela presidência indiana, mostra as dificuldades do bloco ampliado em fixar uma postura unificada sobre o conflito.
  • O Irã pediu aos Brics que condenassem EUA e Israel; um membro teria bloqueado a declaração por relação especial com os EUA e Israel, em referência aos Emirados Árabes Unidos.
  • A declaração destacou impactos econômicos globais e defendeu diálogo, diplomacia, soberania e comércio marítimo sem condenar diretamente EUA ou Israel.
  • O documento registra reservas de um país em parágrafos sobre a Faixa de Gaza e o mar Vermelho; Brics inclui, além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Irã e Indonésia (entrada em 2025).

Os ministros das Relações Exteriores dos Brics encerraram nesta sexta-feira, em Nova Délhi, a reunião de dois dias sem consenso sobre a guerra no Irã. A declaração final reconheceu “diferentes pontos de vista” entre os membros sobre a crise regional.

O texto divulgado pela presidência indiana, não sendo uma declaração pactuada por todos, evidenciou as dificuldades do bloco ampliado em adotar uma posição única sobre o conflito.

Ao lado de Egito e Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã ingressaram nos Brics em janeiro de 2024. O grupo já contava com Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e foi ampliado novamente em 2025 com a entrada da Indonésia.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi havia pedido, na véspera, que os Brics condenassem Estados Unidos e Israel pela guerra iniciada em 28 de fevereiro. Também acusou os Emirados de auxiliar a agressão.

Araphghi afirmou que um membro dos Brics bloqueou uma declaração conjunta devido à sua relação com Israel e com os EUA, em referência aos Emirados. Segundo ele, o país não foi alvo, apenas as bases americanas no seu território.

O texto final não condena diretamente EUA ou Israel, mas destaca que muitos membros enfatizaram o impacto dos acontecimentos na economia mundial. Também reforça a importância do diálogo, da soberania e do comércio marítimo.

Entre os temas destacados, estão a Faixa de Gaza e o Mar Vermelho. A presidência indiana acrescentou notas de que um membro tinha reservas sobre alguns pontos de cada parágrafo, refletindo as divisões no bloco.

Em abril, os Emirados afirmaram que o Irã deve arcar com danos causados por ataques na região. Teerã sustenta que visou apenas bases americanas. O acordo de cessar-fogo entre Irã e EUA permanece tenso desde abril.

Relatos da imprensa destacaram que os Emirados interceptaram mísseis e drones iranianos e, segundo o The Wall Street Journal, teriam conduzido operações militares contra o Irã no início de abril.

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