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Cármen Lúcia associa violência contra mulheres e imprensa à defesa da democracia

Cármen Lúcia liga combate à violência contra mulheres e liberdade de imprensa à defesa da democracia, pedindo mudanças na educação e respostas do Judiciário

Cármen Lúcia, ministra do STF, é entrevistada por Julia Duailibi na 5ª edição do Festival LED Globo Rio — Foto: Divulgação/Globo
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  • A ministra Cármen Lúcia afirmou, no Festival LED Globo Rio, que o combate à violência contra as mulheres e a liberdade de imprensa são essenciais para a democracia.
  • Ao comentar casos de feminicídio, disse que as mulheres buscam viver com autonomia e segurança, destacando a ideia: “Nós queremos viver. Parem de nos matar”.
  • Ela apontou que a violência contra as mulheres se manifesta de diversas formas e que o sistema de Justiça precisa oferecer respostas mais ágeis.
  • Citou a campanha Justiça pela Paz em Casa, criada em 2015, para priorizar julgamentos de violência doméstica, e mencionou a necessidade de mudanças culturais para reduzir a desigualdade.
  • Sobre educação e imprensa, afirmou que a violência na sociedade atinge escolas, e que a liberdade de imprensa é condição para o funcionamento da democracia e para o debate público.

A ministra do STF Cármen Lúcia afirmou que o combate à violência contra as mulheres e a garantia da liberdade de imprensa estão conectados à defesa da democracia. O comentário aconteceu durante o Festival LED Globo Rio, no Pier Mauá, nesta sexta-feira (15), em conversa com a jornalista Julia Duailibi.

Ao falar sobre feminicídios e agressões, a ministra destacou que as mulheres buscam viver com autonomia e segurança. Ela enfatizou a necessidade de respostas rápidas do sistema de Justiça nos casos relacionados à violência de gênero.

A violência contra as mulheres assume diversas formas, incluindo física, psicológica, econômica e política. Segundo Cármen Lúcia, o Judiciário precisa acelerar os julgamentos e oferecer tutela eficaz.

Mudanças culturais

A ministra citou a campanha Justiça pela Paz em Casa, criada em 2015 por ela no STF, com foco na prioridade de casos de violência doméstica em todo o país. A iniciativa busca reduzir o atraso processual.

Para Cármen Lúcia, a redução da violência depende também de mudanças culturais. Ela defendeu revisões nos padrões educativos para promover a igualdade de responsabilidades entre homens e mulheres.

Violência nas escolas

A opinião pública sobre censura e perseguição a docentes tem impacto no ambiente escolar e no aprendizado. A liberdade de imprensa e de expressão foram apontadas como condicionantes para o funcionamento da democracia e o acesso à informação.

A ministra ressaltou o papel do jornalismo como instrumento de debate público e de circulação de informações de interesse público, dependente de uma população com formação crítica. Nada mais pode ser exigido além dessa base informativa.

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