- A Justiça de Santa Catarina arquivou definitivamente o Caso Cão Orelha, atendendo ao pedido do Ministério Público, afirmando que adolescentes investigados e o animal não estiveram juntos no horário da suposta agressão.
- Uma perícia nas câmeras de vigilância indicou um descompasso de cerca de 30 minutos na linha do tempo, o que afastou a relação temporal entre o principal suspeito e o cão.
- O caso ganhou repercussão nacional após o porteiro do condomínio compartilhar áudios e imagens em grupo de WhatsApp, acusando jovens moradores de espancar o animal na Praia Brava, em Florianópolis.
- O deputado federal Delegado Bruno Lima planeja instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o caso em nível federal.
- Nas redes sociais, há manifestações de repúdio ao arquivamento do caso.
O Caso do Cão Orelha teve desfecho nesta semana após a Justiça de Santa Catarina arquivar, de forma definitiva, a investigação que ganhou repercussão nacional no início do ano. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu o arquivamento, alegando que o animal e os adolescentes investigados não estiveram juntos no período apontado como agressor. A decisão ocorreu em Florianópolis, na Praia Brava, onde supostos maus-tratos teriam sido registrados.
A motivação para o arquivamento sustenta-se em perícia realizada nas câmeras de vigilância locais. Segundo a avaliação, houve um descompasso temporal de cerca de 30 minutos nos sistemas de monitoramento. Com a correção da linha do tempo, a polícia concluiu que o principal jovem suspeito e o cachorro não compartilharam o mesmo espaço na praia no horário da suposta agressão.
A repercussão do caso se intensificou após o porteiro de um condomínio ter divulgado áudios e imagens em um grupo de WhatsApp, acusando jovens moradores — filhos de pessoas influentes — de espancar o animal há cerca de dez anos. Em função do arquivamento, surgem manifestações de distintos setores da sociedade, questionando a veracidade dos relatos iniciais.
Desdobramentos e reação pública
O deputado federal Delegado Bruno Lima afirmou que pretende instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito a fim de apurar o caso em âmbito federal, buscando fatos adicionais acerca das denúncias apresentadas. Nas redes sociais, há uma série de postagens de apoio às investigações originais e críticas ao arquivamento, com diferentes leituras sobre a linha do tempo dos acontecimentos.
A Justiça destacou que, com a conclusão da perícia, não houve comprovação de que o cão Orelha tenha sido vítima de maus-tratos pelos jovens investigados. O Ministério Público acompanhou o procedimento até o arquivamento definitivo, que encerra a investigação sem indícios suficientes para a continuidade do caso.
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