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CGU aplica R$ 10 milhões em multas por fraudes e corrupção

CGU aplica mais de R$ 10 milhões em multas a quatro entidades por desvios na barragem de Mariana e em obras no Paraná, além da venda de dados do Siscomex

CGU (fachada na imagem) aplicou sanções administrativas com base na Lei Anticorrupção
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  • A CGU aplicou mais de R$ 10 milhões em multas a quatro entidades por fraudes e corrupção envolvendo a administração pública, conforme Diário Oficial, com base na Lei Anticorrupção.
  • No caso da barragem de Mariana, houve emissão irregular de Registros Gerais da Atividade Pesqueira para pescadores não profissionais, gerando multas que passam de R$ 9 milhões e a desconsideração da personalidade jurídica.
  • Na operação Rolo Compressor, foco foram obras do DNIT no Paraná, com indícios de propina, irregularidades em licitações e falhas de fiscalização nas BR-163/PR e BR-487/PR; multa de R$ 221.541,46 para a Multi Modal Estratégica.
  • Na operação Spy, houve venda de dados do Siscomex por servidores da Receita Federal; a YEB Inteligência de Mercado recebeu multa de R$ 263.084,42, com Morales Treinamento e EHD Assessoria citadas como intermediárias.
  • As sanções incluem publicação extraordinária das decisões por sessenta dias.

A Controladoria Geral da União (CGU) aplicou mais de R$ 10 milhões em multas a quatro pessoas jurídicas por fraudes e desvios envolvendo a administração pública. As sanções, publicadas no Diário Oficial da União, foram embasadas na Lei Anticorrupção (lei 12.846).

As ações envolvem três frentes distintas: irregularidades na concessão de indenizações a pescadores atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, ocorrida em 5 de novembro de 2015; fraudes em obras e contratações da DNIT no Paraná; e a comercialização de dados obtidos do Siscomex por meio de intermediários.

Na primeira frente, a CGU aponta emissão irregular de Registros Gerais da Atividade Pesqueira (RGP) por entidades locais, usadas para acessar indenizações indevidas. As multas somam mais de R$ 9 milhões, com decisões de desconsideração da personalidade jurídica e publicação extraordinária por 60 dias.

CNDE/Paraná: obras e licitações sob suspeita

Na operação chamada Rolo Compressor, a CGU apura irregularidades em licitações e na fiscalização de contratos de rodovias BR-163/PR e BR-487/PR, envolvendo a Superintendência Regional do DNIT no estado. A investigação aponta pagamento de propina e repasses indevidos a servidores públicos ao longo de mais de uma década.

A empresa Multi Modal Estratégica foi responsabilizada por financiar parte dos ilícitos, recebendo multa de R$ 221.541,46 e a obrigação de publicar a decisão sancionadora por 30 dias. A determinação também prevê maior fiscalização de contratos rodoviários na região.

Spy: venda de dados da Receita Federal

Na operação Spy, a CGU verificou a venda de dados extraídos de sistemas internos da Receita Federal, relacionados ao comércio exterior, obtidos pelo Siscomex. Servidores teriam obtido informações sigilosas e repassado a terceiros para empresas importadoras e exportadoras.

A YEB Inteligência de Mercado recebeu multa de R$ 263.084,42. A CGU indica participação de Morales Treinamento e EHD Assessoria como intermediárias nos pagamentos. Ambos já haviam sido sancionados anteriormente pela instituição.

A CGU fundamenta as sanções na Lei Anticorrupção, que autoriza responsabilizar pessoas jurídicas por atos lesivos contra a administração pública, incluindo multas, publicação extraordinária e desconsideração da personalidade jurídica quando cabível.

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