- A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do ex-governador Cláudio Castro (PL), na Barra da Tijuca, no Rio, em operação chamada Sem Refino.
- A investigação apura supostas fraudes envolvendo um conglomerado do setor de combustíveis; telefone e tablet do político foram apreendidos.
- Castro é o sétimo governador do Rio a ser alvo de investigação nos últimos quarenta anos; cinco já foram presos.
- Entre os ex-governadores presos estão Sérgio Cabral, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, Luiz Fernando Pezão e Wellington Moreira Franco.
- Defesas de alguns investigados foram procuradas pela imprensa para manifestação, sem que haja conclusão judicial publicada no momento.
A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (15), mandado de busca e apreensão na residência do ex-governador Cláudio Castro, no condomínio da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. A operação, chamada Sem Refino, apura supostas fraudes envolvendo um conglomerado do setor de combustíveis. O telefone e o tablet de Castro foram apreendidos.
Castro, filiado ao PL, já havia sido indiciado pela PF por corrupção passiva e peculato em relação a um possível desvio de recursos públicos. A ação integra uma linha de investigações que, ao longo de 40 anos, já envolveu sete ex-governadores do estado, com cinco deles presos.
Entre os ex-governadores já envolvidos em prisões, destacam-se Sérgio Cabral (PMDB), preso na Lava Jato em 2016, e Luiz Fernando Pezão (MDB), preso em 2018. Outros casos notórios incluem Anthony Garotinho (PSB) e Rosinha Garotinho (PMDB), afastados ou presos em investigações eleitorais ou de corrupção.
O ex-governador Wilson Witzel (PSC) foi afastado por impeachment, após apuração sobre suposto esquema de corrupção. Ele, hoje, atua como advogado. A PF não confirmou, até o momento, quais provas específicas motivaram a nova operação contra Castro.
A reportagem buscou posicionamentos dos assessores dos governadores citados, sem obter respostas imediatas. As defesas registradas na imprensa contestam as acusações, afirmando perseguição política ou inilação de delações.
A investigação sobre o conglomerado do setor de combustíveis prossegue, com a PF avaliando documentos e dispositivos apreendidos e buscando novas informações para esclarecer o possível envolvimento de Castro e outros investigados. O andamento criminal ficará a cargo do andamento processual.
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