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Cláudio Castro sai do governo para evitar cassação e investigações

Polícia Federal realiza buscas na residência de Cláudio Castro; ex-governador é alvo de investigação sobre o grupo Refit e permanece inelegível até 2030

Cláudio Castro
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  • A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em uma residência de Cláudio Castro, que já é inelegível até 2030 por abuso de poder político e econômico.
  • A investigação desta vez mira supostas irregularidades envolvendo o grupo Refit e o ex-governador do Rio de Janeiro.
  • Castro renunciou ao governo em março deste ano para evitar cassação por crime eleitoral; o Tribunal Superior Eleitoral o condenou e declarou inelegível.
  • A acusação aponta uso da Ceperj e da Uerj para criar mais de vinte e sete mil cargos comissionados para cabos eleitorais, visando a reeleição em 2022.
  • A defesa sustenta que as denúncias ocorreram antes do período eleitoral e afirma não haver novos elementos nos autos; também há menção a investigações sobre a Fundação Leão XIII, que foram encerradas pelo STF por falhas processuais.

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) é alvo de uma nova investigação por supostas irregularidades envolvendo o grupo Refit. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em uma das residências do político no Rio na sexta-feira, 15 de maio de 2026.

Castro já tinha sido condenado à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico há cerca de dois meses. A decisão impôs a inelegibilidade até 2030, após julgamento no Tribunal Superior Eleitoral. O ex-governador renunciou ao cargo em março deste ano para evitar cassação.

A acusação envolve supostas irregularidades na atuação da Fundação Ceperj e da Uerj, com alegações de criação de mais de 27 mil cargos comissionados para favorecer a reeleição de Castro em 2022. A defesa afirma que não existem novos elementos que sustentem as denúncias.

Investigação anterior e contexto

A gestão de Castro começou em maio de 2021, após o impeachment do ex-juiz Wilson Witzel, em meio a uma série de investigações no estado. Em 2022, Castro se reelegeu em primeiro turno, mas optou por deixar o cargo antes de enfrentar cassação por crimes eleitorais.

A defesa do ex-governador ressaltou que as suspeitas teriam ocorrido antes do início do processo eleitoral e que, após tomar conhecimento, Castro determinou a suspensão de pagamentos e contratações ligados aos projetos da Ceperj. Ainda conforme os advogados, não foram apresentados nos autos novos elementos que comprovem as denúncias.

Outros aspectos investigados

Entre as apurações, há relatos de desvios em programas sociais relacionados à Fundação Leão XIII, envolvendo contratos e licitações entre 2017 e 2020. Delações premiadas de executivos ligados a empresas contratadas citaram Castro como beneficiário de propina para manter contratos. Entretanto, o STF encerrou os inquéritos por falhas processuais de foro.

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