- Comissão do fim da jornada 6×1 realiza seminário em Porto Alegre nesta sexta, na Superintendência Regional de Administração, sendo o terceiro fora de Brasília.
- O debate auxilia o parecer do relator, deputado Leo Prates, com a primeira versão do relatório prevista para ser apresentada na próxima semana.
- A proposta prevê redução de quarenta e quatro para quarenta horas semanais sem corte salarial, com duas folgas, e ainda está sendo negociada a regra de transição.
- Estão em discussão reduções escalonadas de uma a duas horas por ano; o texto pode sofrer ajustes até a apresentação do parecer, marcada para quarta-feira, 20.
- Além de Porto Alegre, estão programados seminários em São Luís e Manaus; participação de autoridades do governo, parlamentares e representantes sindicais.
A comissão especial que analisa o fim da jornada de trabalho 6×1 realiza nesta sexta-feira um seminário em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O encontro, na manhã desta sexta, é o terceiro promovido fora de Brasília, após visitas à Paraíba e a São Paulo. O objetivo é auxiliar o parecer do relator, deputado Leo Prates.
A discussão reúne o relator, o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e deputadas da bancada, entre elas Daiana Santos (PCdoB-RS), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Maria do Rosário (PT-RS). Também participa o senador Paulo Paim (PT-RS) e representantes da sociedade civil. No centro do debate está a possível redução de 44 para 40 horas semanais sem desconto salarial.
O texto em foco prevê redução progressiva da jornada, com dois dias de descanso. A passagem por Porto Alegre ocorre em meio a negociações sobre uma possível regra de transição. O governo defende implementação imediata, enquanto o setor produtivo pede uma transição mais gradual. A apresentação do relatório pode ocorrer até o dia 20 de maio.
Próximas etapas e participação
Além de Porto Alegre, estão programados seminários estaduais em São Luís (MA) neste sábado e em Manaus (AM), na semana seguinte. Em Porto Alegre, a discussão também envolve representantes sindicais e membros da sociedade civil, conforme a agenda divulgada.
Contexto político e perspectiva de votação
O tema tem amplo apoio no Congresso, sendo considerado prioritário para o governo, mas encontra resistência de empresários que exigem compensação financeira. A expectativa é votar o parecer na comissão até o dia 26 de maio e levar a PEC ao plenário no dia 27 de maio.
Entre na conversa da comunidade