- Eduardo Bolsonaro atuou como produtor-executivo do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro; contrato assinado em 30 de janeiro de 2024 inclui Mário Frias como coprodutor-executivo e a produtora GoUp Entertainment.
- Documento divulgado pelo Intercept Brasil, confirmado pela TV Globo, mostra que entre as atribuições dele estavam captação de recursos e atração de patrocinadores para o projeto.
- A Polícia Federal abriu linha de investigação para apurar o uso de R$ 61 milhões investidos na produção, levantando a possibilidade de uso como fachada para transferências internacionais e despesas pessoais nos Estados Unidos, onde Eduardo vive desde fevereiro de 2025.
- O caso levou o STF a abrir apuração preliminar sobre desvios de emendas parlamentares ligadas à GoUp e a entidades associadas, incluindo o Instituto Conhecer Brasil, com o ministro Flávio Dino determinando a coleta de esclarecimentos。
- Eduardo Bolsonaro negou as acusações, afirmando ter feito apenas um investimento inicial de US$ 50 mil, já devolvido, e que a transação não passou pelo fundo de investimento; ele sustenta não ter recebido repasses do Banco Master.
O contrato de produção de um filme sobre Jair Bolsonaro indica que Eduardo Bolsonaro atuou como produtor-executivo e teve a função de captar recursos para o projeto, segundo documento digital assinado pelo parlamentar. A produção de Dark Horse envolve a GoUp Entertainment, com Mário Frias também como coprodutor-executivo.
O documento, revelado pelo Intercept Brasil e confirmado pela TV Globo, aponta que Eduardo esteve diretamente ligado à captação de patrocinadores e ao aporte de parte dos recursos daquilo que foi apresentado como produção cinematográfica. A queixa envolve ainda possíveis ligações com aportes de terceiros.
O filme narra a trajetória do ex-presidente e o contrato foi assinado em 30 de janeiro de 2024. O documento cita a participação de Mário Frias, o que reforça o papel dos dois deputados na gestão da produção, conforme apurado pelo portal de imprensa.
STF abre apuração sobre repasse de verbas
A Polícia Federal abriu linha de investigação para mapear a origem e o destino de um recurso de R$ 61 milhões ligados à produção, verificando possível utilização do dinheiro na produção ou como fachada para transferir recursos internacionais. A apuração mira ainda gastos pessoais de Eduardo no exterior.
Segundo jornalismo de Andreia Sadi, a PF quer entender se houve desvio de emendas para entidades associadas à GoUp, incluindo o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama. O STF já determinou apuração preliminar sobre o tema.
O STF tenta ouvir Mário Frias para esclarecer a atuação dos recursos públicos. O Instituto Conhecer Brasil assegura seguir procedimentos de auditoria e prestação de contas, negando irregularidades. O caso envolve ainda a publicação de dados financeiros da produção.
Eduardo Bolsonaro já se manifestou pela internet, negando o envolvimento em irregularidades. O parlamentar sustenta ter feito apenas um investimento inicial de US$ 50 mil, que teria sido devolvido, sem passar por fundos do Banco Master.
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