- A Operação Sem Refino, com 17 mandados de busca e apreensão, investiga fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências ligadas à refinaria do grupo Refit.
- O ex-governador Cláudio Castro (PL) é alvo; a defesa afirmou ter sido surpreendida e que ainda não houve conhecimento do objeto do pedido.
- Castro afirmou estar à disposição da Justiça para esclarecer os fatos, mantendo que seus atos na gestão obedeceram critérios técnicos e legais.
- A nota destaca que a gestão de Castro foi a única capaz de fazer a Refinaria de Manguinhos pagar dívidas com o estado, aproximando-se de um bilhão de reais em parcelas, atualmente suspensas por decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
- Além de Castro, a operação envolve Ricardo Magro (dono do Grupo Refit), o desembargador Guaraci de Campos Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador Renan Saad.
A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), se manifestou após ele ser alvo de 17 mandados de busca e apreensão na Operação Sem Refino. A ação, deflagrada nesta sexta-feira, investiga um conglomerado do ramo de combustíveis por ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
A nota da defesa afirma que a operação foi uma surpresa e que ainda não há conhecimento do objeto do pedido. Castro está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos, assegurando lisura técnica e legal em sua gestão.
Segundo a defesa, todos os procedimentos da gestão de Castro obedeceram a critérios legais e técnicos, incluindo políticas de incentivos fiscais. A nota acrescenta que, sob a gestão, a Refinaria de Manguinhos quitou dívidas com o estado.
Mandados e alvos da operação
Ao todo, foram expedidos 17 mandados de busca e apreensão no âmbito da PF, com apoio da Receita Federal. O empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit, foi alvo de prisão preventiva; ele reside em Miami.
A PF também investiga o desembargador Guaraci de Campos Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do Estado Renan Saad. As apurações apuram fraudes fiscais e inconsistências ligadas à refinaria do grupo.
A investigação é ligada à ADPF 635/RJ, conhecida como ADPF das Favelas. A operação também envolve buscas relacionadas a ocultação de patrimônio e transações internacionais. A difusão vermelha da Interpol já foi solicitada para o nome de Magro.
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