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Dino abre apuração sobre emendas à produtora do filme de Bolsonaro

STF abre apuração sigilosa sobre emendas para ONGs ligadas à produtora do filme de Bolsonaro; deputados questionam destino de recursos, incluindo R$ 2 milhões

Brasília (DF) 10/09/2025 - O ministro Flávio Dino na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que realiza o quarto dia de julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • O ministro Flávio Dino, do STF, abriu apuração preliminar sigilosa para investigar o envio de emendas parlamentares a ONGs associadas à produtora Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro.
  • Parlamentares protocolaram denúncias: Tabata Amaral (PSB-SP) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) apontaram possível desvio na aplicação de emendas; outros parlamentares teriam destinado recursos a entidades ligadas à produtora.
  • Segundo os relatos, os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Mário Frias (PL-SP) e Bia Kicis (PL-SP) teriam enviado emendas para o Instituto Conhecer Brasil e para a Academia Nacional de Cultura, que integram o mesmo conjunto de ONGs ligado à filmagem.
  • Dino determinou que os deputados sejam notificados para esclarecer a destinação das emendas; Pollon e Kicis negaram envio direto de recursos para a produtora; Frias não foi localizado pelo oficial de Justiça.
  • O STF pediu à Câmara dos Deputados os endereços residenciais dos parlamentares em São Paulo e Brasília; as emendas ocorreram em 2024 e 2025; reportagem publicada pelo The Intercept destacou questionamentos sobre financiamento do filme por meio de recursos de um banqueiro, o que os envolvidos negam.

O ministro Flávio Dino, do STF, abriu nesta sexta-feira uma investigação preliminar para apurar o envio de emendas parlamentares a ONGs ligadas à produtora responsável pela cinebiografia de Jair Bolsonaro. A apuração tramitará de forma sigilosa.

Segundo apuração inicial, deputados teriam alocado recursos oriundos de emendas para o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura, entidades ligadas ao conglomerado de ONGs ligado à Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse.

Entre os parlamentares citados estão Marcos Pollon, Mário Frias e Bia Kicis, todos do PL. Pollon e Kicis negam envio direto de recursos para a produtora. Frias destinou cerca de R$ 2 milhões às entidades entre 2024 e 2025.

Investigação no STF

Após o pedido de providências, Dino notificou os deputados para esclarecer a destinação das emendas. Mário Frias, porém, não foi localizado pelo oficial de Justiça para a notificação. O STF pediu, ainda, que a Câmara informe endereços dos parlamentares em SP e em Brasília.

Contexto político e dados adicionais

Nesta semana, o The Intercept revelou que Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos a um banqueiro para financiar gravações do filme sobre sua vida pública. O senador afirmou que os valores eram privados e negou vantagem indevida. A apuração do STF continua sendo sigilosa.

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