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Dino abre investigação por suspeita de emendas em filme de Bolsonaro

STF abre investigação sobre direcionamento de emendas para cinebiografia de Jair Bolsonaro; Mario Frias será intimado e o caso tramitará sob sigilo

Flavio Dino durante Sessão plenária do STF
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  • O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, abriu processo para investigar direcionamento de emendas parlamentares a projetos culturais, incluindo a cinebiografia de Jair Bolsonaro.
  • A decisão visa apurar supostos desvios de finalidade e falta de transparência na destinação de emendas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura.
  • Mario Frias foi intimado a prestar esclarecimentos; os oficiais de Justiça tentam cumprir a determinação desde o mês passado, e o caso tramita em sigilo.
  • Há relatos de que senador Flávio Bolsonaro pediu dinheiro ao empresário Daniel Vorcaro para viabilizar a obra, com estimativa inicial de quarenta e três milhões; comprovações apresentam quarenta e um milhões.
  • Além de Frias, os deputados federais Bia Kicis e Marcos Pollon foram intimados; Frias ainda não respondeu ao STF.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, abriu um inquérito para apurar supostos direcionamentos de emendas parlamentares a projetos culturais, incluindo a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação tramitará sob sigilo.

A ação envolve o deputado Mario Frias (PL-SP). Oficiais de Justiça tentam intimá-lo para esclarecer irregularidades na destinação de emendas a empresas da produtora da obra Dark Horse, conforme decisão de Dino.

Segundo o ministro, os fatos podem caracterizar descumprimento de acórdão do STF, com violação de transparência e rastreabilidade, além de possível desvio de finalidade das emendas a entidades ligadas ao projeto.

Paralelamente, circula a informação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria pedido recursos para viabilizar a obra ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os valores teriam origem de promessa de suporte financeiro.

Relatórios preliminares apontam um montante de até 134 milhões de reais, segundo fontes, com repasse efetivo de 61 milhões de reais em caráter inicial. A veracidade dessas informações ainda é objeto de apuração.

O inquérito, com tramitação sigilosa, complementa a denúncia apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) contra Frias. A parlamentar o acusa de destinar ao menos 2 milhões de reais à ONG Academia Nacional de Cultura, presidida por Karina Ferreira da Gama.

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