- Eduardo Bolsonaro e o deputado Mario Frias aparecem como produtores-executivos do filme Dark Horse, ao lado da GoUp Entertainment, conforme contrato de janeiro de 2024 obtido pelo The Intercept Brasil.
- O documento estabelece que eles participariam de decisões relacionadas a financiamento, orçamento e estrutura financeira do longa.
- A divulgação ocorre no contexto de mensagens sobre recursos para o filme envolvendo Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que teria desembolsado cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025, com pagamento total potencial de até R$ 134 milhões.
- O contrato aponta Eduardo e Frias como responsáveis pela captação de recursos e pelo relacionamento com investidores, além de preparar documentos para investidores e buscar incentivos fiscais e patrocínios.
- Eduardo Bolsonaro negou ter recebido dinheiro de fundo ligado à produção, dizendo que sua situação migratória impediria tal situação e que o governo americano o puniria se fosse verdade.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) aparece formalmente como um dos responsáveis pela gestão financeira do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação vem de contrato obtido pelo The Intercept Brasil.
O documento, assinado em janeiro de 2024, indica Eduardo Bolsonaro e o deputado Mario Frias (PL-SP) como produtores-executivos, ao lado da companhia americana GoUp Entertainment. Eles teriam participação direta em decisões de financiamento, orçamento e estrutura financeira.
O acordo estabelece atuação conjunta de Eduardo e Frias em decisões estratégicas sobre captação de recursos, relacionamento com investidores e possíveis incentivos fiscais para o filme. A Polícia Federal investiga o destino de recursos ligados ao projeto.
Contrato e investimentos
Segundo o Intercept, o contrato detalha operações de captação, negociação com investidores e elaboração de documentos para potenciais patrocinadores. O texto também cita patrocínios, créditos fiscais e mecanismos de financiamento da produção.
Investidores teriam desembolsado aproximadamente R$ 61 milhões para o longa entre fevereiro e maio de 2025, com valor total negociado podendo chegar a R$ 134 milhões. As conversas mencionadas ocorreram em novembro de 2025, antes da prisão de Vorcaro.
A Polícia Federal investiga se parte dos recursos foi usada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde vive desde fevereiro de 2025. O governo americano não foi citado como parceiro do negócio.
Eduardo Bolsonaro afirmou, em 14 de maio, que não recebeu dinheiro de fundo ligado à produção. Ele afirmou que a acusação seria improcedente e que seu status migratório impediria tal movimentação.
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