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Eduardo Bolsonaro nega gestão de filme financiado por Vorcaro

Eduardo Bolsonaro nega gestão financeira no filme Dark Horse financiado por Daniel Vorcaro; afirma ter investido US$ 50 mil e recebido reembolso, sem ligação com o fundo

A manifestação ocorre após a divulgação de documentos que apontam Eduardo como produtor executivo da obra, função que incluiria atribuições relacionadas à gestão financeira da produção. - (crédito: Instagram/Eduardo Bolsonaro)
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  • Eduardo Bolsonaro negou ter controle sobre os recursos do filme Dark Horse, dizendo que o cargo de produtor executivo foi temporário e para evitar a interrupção do projeto.
  • Ele afirmou ter investido US$ 50 mil do próprio bolso nos Estados Unidos para manter um diretor de Hollywood ligado ao desenvolvimento do roteiro por cerca de dois anos.
  • O deputado disse ter recebido o valor de volta posteriormente e que esse reembolso não está ligado ao fundo de investimentos alimentado por recursos do banqueiro Daniel Vorcaro.
  • Afirmou ainda que quem diz que ele é financiado por Vorcaro é mentiroso, em vídeo divulgado nas redes sociais.
  • A controvérsia ganhou força após o Intercept revelar contrato que o coloca formalmente como produtor executivo, contrastando com a versão dele de não ocupar posição de gestão no fundo; o caso envolve possível papel de Flávio Bolsonaro na intermediação e a participação de Vorcaro.

Eduardo Bolsonaro negou ter exercido controle sobre os recursos do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro. Em vídeo divulgado nesta sexta-feira, ele afirma que atuou como produtor executivo apenas para manter o projeto em andamento.

Segundo o deputado licenciado, o vínculo foi temporário e criado para evitar a interrupção do longa. Ele também informou ter investido US$ 50 mil do próprio bolso nos Estados Unidos para assegurar a permanência de um diretor de Hollywood no desenvolvimento inicial do roteiro.

O parlamentar diz ter recuperado parte desse valor posteriormente, sem vincular o reembolso ao fundo de investimentos abastecido por recursos de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Ele classificou como mentira qualquer afirmação de financiamento por Vorcaro.

Desdobramentos

A controvérsia ganhou força após reportagem do Intercept revelar contrato em que Eduardo aparece formalmente como produtor executivo, contradizendo a declaração anterior de que não ocupava posição de gestão no fundo do projeto.

Na ocasião, Eduardo havia afirmado que autorizou apenas o uso de sua imagem e da do pai na produção, sem ocupar função de gestão. O episódio ocorre no mesmo contexto de revelações sobre a participação financeira de Vorcaro no filme.

A reportagem também apontou que a intermediação de Vorcaro estaria ligada a alegações sobre a participação do senador Flávio Bolsonaro no financiamento, com menções à possibilidade de pré-candidatura dele à Presidência em 2026.

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