- Eduardo Bolsonaro afirmou, em vídeo no X, que atuou como diretor executivo do filme Dark Horse e deixou o cargo quando a produção passou a funcionar como fundo de investimento nos Estados Unidos.
- O ex-deputado disse ter investido cerca de R$ 350 mil (US$ 50 mil) no início para fechar contrato com um diretor de Hollywood, mudando a estrutura para evitar perseguições no Brasil.
- A Polícia Federal investiga possível ligação entre Eduardo e o banqueiro Daniel Vorcaro, após Flávio Bolsonaro afirmar que recursos do Banco Master financiaram o filme via fundo administrado nos EUA por um advogado ligado ao filho.
- Flávio Bolsonaro afirmou que o filme recebe patrocínio privado, sem dinheiro público ou Lei Rouanet, e que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, antes de surgirem suspeitas.
- Segundo o senador, os pagamentos eram feitos em parcelas e houve cobrança por atraso; ele defende a criação de uma CPI para investigar o Banco Master.
Eduardo Bolsonaro afirmou ter atuado como diretor executivo do filme Dark Horse, uma obra sobre Jair Bolsonaro, mas disse ter deixado o cargo quando a produção adotou uma estrutura de fundos de investimento nos Estados Unidos. O ex-deputado publicou um vídeo no X nesta sexta-feira (15).
Segundo o relato dele, foram investidos cerca de R$ 350 mil, equivalentes a US$ 50 mil, para contratar um diretor de Hollywood. Após facilitar a primeira fase, ele afirma ter se desvinculado da função diante da mudança de modelo organizacional da produção.
A nova estrutura, segundo Eduardo, funcionou como um fundo de investimento fora do Brasil, o que motivou a saída da posição administrativa. Alega também que a mudança ocorreu para evitar “perseguições” no país.
Investigação policial em curso
A ligação entre Eduardo Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro passou a ser alvo de apuração da Polícia Federal. A investigação envolve a possibilidade de recursos do dono do Banco Master terem ido para um fundo administrado nos EUA por um advogado ligado ao parlamentar.
O senador Flávio Bolsonaro envolveu Vorcaro em acusações sobre financiamento do filme, afirmando que o projeto buscava patrocínio privado apenas, sem uso de recursos públicos. Ele diz que não houve contratos com o governo nem uso da Lei Rouanet.
Flávio declarou ter conhecido Vorcaro em dezembro de 2024, tempo anterior a qualquer suspeita pública envolvendo o banqueiro. Segundo o senador, os pagamentos ocorriam em parcelas e havia cobranças por atrasos de repasse.
Ponto de vista de Vorcaro
Em notas divulgadas, Vorcaro não foi identificado como beneficiário de recursos públicos. A defesa do empresário nega irregularidades e sustenta que houve patrocínio privado para o filme sobre a trajetória do ex-presidente. As informações estão em investigação policial e apontam para checagens adicionais.
Contexto do filme
Dark Horse é apresentado como uma obra dedicada à história política de Jair Bolsonaro. A produção envolve diferentes estruturas de financiamento e, segundo declarações públicas, não utilizaria recursos governamentais. O caso mantém-se sob monitoramento das autoridades investigativas.
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