- Eduardo Bolsonaro nega ter recebido ou gerenciado recursos de Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro.
- O ex-deputado afirma que o contrato divulgado é antigo e que não teve função executiva na produção; diz que havia um pool de investidores.
- Segundo o Intercept Brasil, Eduardo atuou como produtor-executivo e gerenciava o orçamento, posição da qual teria se desligado para assinar apenas cessão de direitos autorais.
- Eduardo afirma que não houve dinheiro de Vorcaro para ele e que não houve ilegalidade ou irregularidade, dizendo ter recebido de volta dinheiro relacionado ao contrato com a produtora.
- A Polícia Federal deve abrir inquérito sobre o suposto pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro a Vorcaro para financiar o filme; apurações consideram possível uso dos recursos para despesas associadas a Eduardo.
Eduardo Bolsonaro negou nesta sexta-feira (15) ter recebido ou gerenciado recursos de Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. O ex-deputado afirmou, em vídeo postado nas redes, que não houve dinheiro do empresário para ele.
A reportagem do Intercept Brasil apontou que Eduardo atuava como produtor-executivo e conduzia a gestão financeira do projeto. O filho do ex-presidente afirmou ter saído da função e descrito que passou a assinar apenas a cessão de direitos autorais para um ator o representa.
Sobre o financiamento, Eduardo disse que houve um pool de investidores que garantiu recursos para viabilizar o filme, sem revelar nomes ou detalhes adicionais. Ele sustentou ter deixado a posição de fundo de investimento e destacado que o dinheiro recebido foi devolvido pela produtora, não pelo fundo.
A matéria do Intercept Brasil também aponta contrato de novembro de 2021 envolvendo a GoUp Entertainment como produtora, com Eduardo Bolsonaro e Mario Frias na produção-executiva, responsável pelo orçamento e pela gestão financeira do filme. A publicação não cita valores.
Na última quarta-feira (13), o portal informou que Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato, teria pedido recursos a Vorcaro para financiar o filme. A PF planeja abrir um inquérito para apurar o episódio, com suspeita de destinação de recursos para custear despesas ligadas a Eduardo Bolsonaro.
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