- Flávio Bolsonaro afirmou que Romeu Zema se precipitou ao criticar a troca de mensagens entre Flávio e Daniel Vorcaro.
- Intercept Brasil revelou negociação de repasse de US$ 24 milhões com Vorcaro para financiar um filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
- Zema classificou a conversa como “imperdoável” em vídeo divulgado nas redes sociais.
- Flávio disse que Zema costuma pensar antes de falar e que os esclarecimentos o fizeram refletir sobre a situação.
- A ala da direita tratou a postura de Zema como erro e oportunismo fora de timing, sugerindo que ele tenta se descolar do desgaste envolvendo o STF.
Flávio Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que Romeu Zema se precipitou ao criticar a troca de mensagens de voz entre o senador e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A fala ocorreu após o Intercept Brasil divulgar, na quarta-feira, informações sobre um repasse de cerca de US$ 24 milhões para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
O portal informou que Flávio negociou o repasse diretamente com Vorcaro para o projeto cinematográfico. Em resposta, Zema divulgou vídeo nas redes sociais classificando a conversa como imperdoável, gerando reação de aliados e adversários na seara política.
Flávio disse aos jornalistas que Zema conhece a legalidade da relação e que foi induzido a erro pela pressa de se posicionar. O senador afirmou que o mineiro é uma pessoa que reflete antes de falar e que os esclarecimentos buscados por ele devem ter ajudado a melhorar o entendimento.
Segundo apuração de veículos, o episódio reverbera entre setores da direita, com críticas a Zema por suposto oportunismo e atraso no timing. A oposição também observa o tema como parte de uma disputa interna entre apoiadores do bolsonarismo.
A leitura interna do entorno de Zema é de que o ex-governador mira afastar-se do desgaste do caso e ampliar a percepção de rigor ético. A avaliação é que ele adota postura mais contundente em relação a temas institucionais, diferentemente de Flávio.
A situação ocorre em meio a tensões entre apoiadores de Flávio Bolsonaro e de Zema, que têm perfis diferentes na montagem de alianças para as eleições. A comparação entre conduta e timing é tema de análise política entre analistas e mandatários locais.
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