- Flávio Bolsonaro afirmou que todo o dinheiro repassado por Daniel Vorcaro foi usado na produção do filme Dark Horse.
- A Polícia Federal investiga se os recursos financiaram Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
- O Intercept Brasil aponta repasses de US$ 24 milhões via Havengate Development Fund LP, registrado na Securities and Exchange Commission (SEC).
- O advogado de Eduardo Bolsonaro, Paulo Calixto, atuava como gestor do fundo.
- Flávio diz estar preocupado apenas com a perseguição e com a criação de narrativas mentirosas, afirmando que tudo foi utilizado integralmente para o filme.
Flávio Bolsonaro afirma que todo o dinheiro repassado para a produção do filme Dark Horse foi usado integralmente na obra sobre Jair Bolsonaro. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, no aeroporto de Brasília, quando o senador falava a jornalistas. Ele também disse que a apuração parece perseguir a narrativa de confronto.
Segundo apuração de veículos, o jornal Intercept Brasil revelou mensagens e áudios que apontam repasses de cerca de 24 milhões de dólares, equivalentes a aproximadamente 134 milhões de reais na cotação prévia, vindos de Daniel Vorcaro, fundador do banco Master, para a produção. Os recursos teriam sido transferidos via Havengate Development Fund LP, com sede no Texas, registrado na SEC.
A via institucional aponta que o fundo é objeto de fiscalização, com prestação de contas prevista aos reguladores norte-americanos. O advogado Paulo Calixto, que atua para Eduardo Bolsonaro, era apontado como gestor dos recursos. Flávio reforçou que não houve desvio: todo o montante foi utilizado para a produção do filme.
O senador ressaltou que a investigação da Polícia Federal mira a eventual utilização de recursos para financiar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, sem mencionar nomes de envolvidos. Ele afirmou que a apuração seria uma tentativa de criar narrativas falsas e de colocar a PF sob pressão.
Flávio Bolsonaro citou ainda que não há qualquer recebimento de recursos por Eduardo Bolsonaro relacionados ao filme. Segundo ele, a transação correu dentro da legalidade, com fiscalização e prestação de contas exigidas pelos órgãos reguladores. Ele reiterou que o tema envolve perseguição política, não fato financeiro irregular.
A PF investiga a possível utilização dos recursos para financiar a atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior. Em nota, autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre a apuração, mantendo o sigilo próprio de investigações em curso. As informações foram repassadas por veículos de imprensa com acesso aos documentos do caso.
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