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Governador do Piauí afirma que o centro vai decidir

Governador do Piauí defende frente ampla para ampliar apoio a Lula, afirma que radicalização dificulta consensos e aposta no centro

Rafael Fonteles (Gabriela Biló/Folhapress/.)
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  • O governador do Piauí, Rafael Fonteles, diz que a eleição será decidida por eleitores do centro e pelos mais independentes, não apenas pelo lulismo ou bolsonarismo.
  • Ele aponta o crescimento de Flávio Bolsonaro como representação da direita e extrema direita, indicando uma disputa acirrada porém polarizada.
  • Defende a formação de uma frente ampla, com participação de forças de centro e centro-direita, para ampliar a base de apoio a Lula.
  • Acha improvável uma terceira via e destaca que o cenário atual privilegia quem lidera a situação, pela experiência e pelas entregas do governo.
  • Alerta que radicalização da polarização dificulta consensos no pós-eleição e a aprovação de reformas, defendendo propostas concretas para a vida das pessoas.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, defende que o centro será decisivo nas eleições e que é preciso ampliar alianças para vencer. Em entrevista, ele afirma que Lula não governa apenas para a esquerda e que a radicalização dificulta consensos no país.

Fonteles, hoje com 37 anos, é visto como uma das vozes da renovação do PT. Filho de Nazareno Fonteles, ex-deputado e fundador do partido, assumiu o governo do Piauí em 2022 após vencer a primeira eleição que disputou. O estado enfrenta desafios históricos de pobreza.

Ele destaca que o Piauí teve avanços em educação, saúde e segurança pública, e que isso contribuiu para sua alta avaliação junto ao eleitorado. O governador participa ativamente da construção de uma frente ampla ao redor de Lula.

Cenário político nacional

Fonteles classifica o momento como polarizado, com Lula e Flávio Bolsonaro liderando as intenções de voto. Ele aponta que a vice-presidência de Geraldo Alckmin na chapa de Lula demonstra abertura a diferentes espectros, além de centro e centro-direita.

O governador afirma que a disputa será decidida pelo eleitor do centro e por independentes que não se vinculariam automaticamente a lulismo ou bolsonarismo. Aposta em diálogo direto com esse público para ampliar a frente governista.

Piauí, federal e estratégias de alianças

Questionado sobre uma possível terceira via, Fonteles afirma que não vê espaço, dado o tamanho das duas principais frentes e a necessidade de uma frente ampla. Ele destaca que a aliança com MDB e PSD no Piauí sustenta o projeto de Lula no Nordeste.

Sobre a atuação do PT no estado, o governador ressalta a importância de resultados concretos: universalização do tempo integral no ensino médio e redução da pobreza, além de melhorias em serviços públicos e geração de oportunidades.

Segurança pública e direitos humanos

Fonteles afirma que o Piauí adotou modelo de “integração e inteligência” para reduzir a criminalidade. O estado também se orgulha de ter policial menos violenta, ao mesmo tempo em que reforça a prisão de criminosos, defendendo equilíbrio entre direitos humanos e segurança.

Ele cita dados de 2025 que justificam a prioridade à segurança, especialmente para a população pobre. O governo sustenta que a União deve coordenar ações e ampliar investimentos, dada a participação federal na arrecadação.

Futuro do PT e trajetória de Lula

Ao ser questionado sobre o pós-Lula, Fonteles revela que a prioridade atual é a reeleição. Se bem-sucedido, aponta a condução da transição para a sucessão, com nomes viáveis para manter o projeto de redução de desigualdades.

Sobre o futuro do PT no Piauí, ele celebra o desempenho do governo atual e reforça que a eleição depende do apoio popular e da consistência do projeto. A leitura é de que o eleitor valoriza resultados mensuráveis.

Estrutura e atuação pública

O governador destaca ainda a atuação internacional do Piauí, com viagens para promover investimentos em energias renováveis, agro, economia digital e mineração. A interlocução com investidores é apresentada como parte crucial do desenvolvimento regional.

Fonteles reforça a necessidade de base programática sólida, sem radicalismo. Ele vê a frente ampla como caminho para ampliar a participação de diferentes setores, desde que centrada em propostas concretas para o povo.

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