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Lobista da Refit influenciava decisões da Fazenda do RJ, aponta PF

PF aponta que lobista da Refit atuava como operador externo com acesso privilegiado à Fazenda do Rio de Janeiro, influenciando decisões para favorecer o grupo

Entrada da refinaria de Manguinhos, do grupo Refit, na zona norte do Rio de Janeiro
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  • A Polícia Federal aponta que o grupo Refit influenciava decisões da Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro, segundo a Operação Sem Refino.
  • Álvaro Barcha Cardoso é identificado como operador da Refit junto ao governo estadual e orientava auditores sobre questões do mercado de combustíveis.
  • Em abril de 2024, Cardoso orientou o auditor Carlos França a manter cassada a inscrição estadual de empresas concorrentes da Refit, Tobras e Tramp Oil.
  • A PF aponta que França compartilhava informações do processo de inscrição com Cardoso, sugerindo cumprimento de ordens para impedir a inscrição de empresas do grupo.
  • A Refit afirmou não conhecer Cardoso e que não houve interferência em decisões do estado sobre Tobras; Cláudio Castro afirma estar à disposição da Justiça e diz que a gestão pagou dívidas da Refinaria de Manguinhos.

A Polícia Federal aponta que o grupo Refit influenciava decisões da Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro. A investigação originou a Operação Sem Refino, que envolve suposto operador da empresa e práticas que favoreceriam a empresa em processos fiscais.

A PF aponta que Álvaro Barcha Cardoso atuava como operador da Refit junto ao governo estadual. Em mensagens interceptadas, ele orientava auditores fiscais sobre questões ligadas ao mercado de combustíveis, incluindo a cassação de inscrições estaduais.

Na troca de mensagens de abril de 2024, Cardoso determina a manutenção da cassação da inscrição estadual de empresas concorrentes, Tobras e Tramp Oil, segundo a PF. A conversa também envolve o auditor Carlos França, que supostamente compartilhava informações sobre o processo.

Investigação e respostas

Segundo a PF, há atuação reiterada de Cardoso como agente externo com acesso privilegiado a rotinas da Fazenda do Rio, sem vínculo funcional com o órgão. A partir de indícios, a polícia descreve ingerência em decisões internas.

Relatórios de investigação também apontam que a nuvem de Cardoso traz fotos com grande quantidade de dinheiro em espécie. Contatos salvos no telefone teriam a palavra Pix, sugerindo fluxo financeiro.

Repercussões e posicionamentos

A PF informou ao STF que o ex-governador Cláudio Castro usou a máquina do estado para beneficiar o grupo Refit, controlador da Refinaria de Manguinhos. O pedido de prisão preventiva de Ricardo Magro é citado pela apuração.

A Refit negou conhecer Cardoso e afirmou não ter interferido em decisões sobre Tobras Distribuidora de Combustível. A reportagem não localizou Cardoso nem França para os seus respectivos depoimentos.

O ex-governador Castro registrou que está à disposição da Justiça e que adotou procedimentos técnicos e legais. Ele destacou que a gestão garantiu arrecadação de parcelas próximas de 1 bilhão de reais.

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