- Maringá, eleita a melhor cidade do Paraná para morar em 2026, enfrenta superlotação e atrasos diários no transporte público.
- O aumento da frota de carros particulares e a ausência de faixas exclusivas para ônibus contribuem para a queda de eficiência do sistema.
- A tarifa técnica para transportar cada passageiro é de R$ 8,10; o usuário paga R$ 5,20, e a prefeitura subsidia R$ 2,90, gerando cerca de R$ 45 milhões de investimento anual.
- A concessionária afirma que o transporte individual continua prioritário nas vias, com poucos corredores exclusivos e queda de demanda desde a pandemia.
- O Tribunal de Contas do Estado do Paraná exige estudos de novos corredores, melhoria de calçadas e possíveis ações para explorar o Terminal Intermodal; há propostas para Tarifa Zero e auditoria em tempo real.
Maringá enfrenta uma crise no transporte público apesar de ter sido eleita a melhor cidade do Paraná para morar em 2026. Passageiros relatam superlotação diária e atrasos constantes, impactos atribuídos ao aumento de carros particulares e à ausência de faixas exclusivas para ônibus. A cidade depende de subsídios para manter o serviço.
Os usuários destacam falta de assentos, condução agressiva em alguns casos e atrasos frequentes. Pontos de parada também recebem críticas pela estrutura precária, com coberturas inadequadas que não protegem da chuva ou do sol. A situação afeta a experiência cotidiana de quem depende do sistema.
O custo real de levar um passageiro é de 8,10 reais, chamado tarifa técnica. Como o usuário paga apenas 5,20 reais na catraca, a prefeitura cobre a diferença de 2,90 reais. O subsídio anual fica em torno de 45 milhões de reais para manter o serviço e as gratuidades de idosos e estudantes.
Condições de operação e eficiência
A concessionária aponta que o transporte individual ainda tem prioridade nas vias, com poucos corredores exclusivos para ônibus. Assim, veículos ficam presos no congestionamento, reduzindo velocidade e atratividade do sistema. Além disso, a demanda caiu desde a pandemia, com muitos passageiros migrando para carros e motos.
O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) determinou estudos para novos corredores e melhoria de calçadas e pontos de parada. O órgão sugere ainda explorar juridicamente o Terminal Intermodal para gerar receitas extras e reduzir a dependência da tarifa.
Propostas e próximos passos
A administração municipal avalia a viabilidade técnica de tornar o transporte gratuito, com estudos em andamento para Tarifa Zero. Também foi contratada empresa especializada para instalar sistema de auditoria e monitoramento em tempo real, com foco em controle operacional e satisfação dos usuários.
A expectativa é que as ações indiquem caminhos para tornar o serviço mais eficiente, equilibrando demanda, infraestrutura e custos. A prefeitura afirma que as medidas vão no sentido de reorganizar o sistema e ampliar a capacidade de atendimento sem prejuízo financeiro.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa da fonte.
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