- O Ministério Público de São Paulo denunciou à Justiça 11 pessoas, entre elas Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, por organização criminosa e lavagem de dinheiro, ligadas a fraudes de ICMS na Fazenda paulista.
- A denúncia aponta que o esquema movimentou mais de R$ 1 bilhão em créditos tributários fraudulentos de ICMS para grandes empresas do varejo durante o governo estadual, com Artur Gomes da Silva Neto descrito como o principal articulador.
- Alberto Toshio Murakami, ex-fiscal da Fazenda, também está entre os denunciados e permanece foragido; ele tem uma mansão de R$ 7 milhões nos Estados Unidos.
- O processo foi protocolado na 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, e a Justiça ainda não se pronunciou sobre a aceitação.
- O portal G1 informou que tentou contato com as defesas dos acusados, mas não obteve retorno até a atualização desta reportagem.
O Ministério Público de São Paulo denunciou à Justiça, nesta sexta-feira (15), 11 pessoas ligadas a um esquema bilionário de manipulação de créditos de ICMS na Sefaz-SP. A denúncia envolve organização criminosa e lavagem de dinheiro. O montante alvo da fraude fica acima de R$ 1 bilhão.
A investigação aponta que o esquema operava com créditos tributários fraudulentos de ICMS destinados a grandes redes do varejo, durante o governo estadual. Os denunciados teriam articulado a estrutura para movimentar recursos de forma irregular.
Os denunciados incluem o empresário Sidney Oliveira, da Ultrafarma, e ex-fiscais da Fazenda paulista. Entre eles estão Artur Gomes da Silva Neto, apontado como principal articulador, e Alberto Toshio Murakami, que está foragido.
Envolvidos relevantes
Artur Gomes da Silva Neto, ex-auditor fiscal, é considerado o núcleo da operação segundo o MP. O grupo teria coordenado etapas do esquema para facilitar a geração de créditos tributários não correspondentes a pagamentos reais.
Sidney Oliveira, empresário do setor de farmacologia, é citado como participante de uma das frentes do esquema. Murakami, aliado ao grupo, permanece foragido e tem histórico de patrimônio significativo no exterior.
Situação processual e próximos passos
O processo foi protocolado na 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital. A Justiça ainda não deu retorno sobre a aceitação da denúncia.
O MP informou que segue acompanhando o andamento do caso e que novas informações serão divulgadas conforme avanços legais e audiências ocorram.
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