- O Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar a aquisição de corpos de pacientes do Hospital Colônia, em Barbacena, por uma faculdade de Belo Horizonte.
- A investigação busca medidas de reparação histórica relacionadas às violações de direitos humanos ocorridas no hospital psiquiátrico, que tem estimativas de até cerca de seis dezenas de milhar de mortos.
- O MPF pretende esclarecer a origem e o destino dos corpos, além de verificar consentimento familiar e possíveis irregularidades na compra.
- A apuração também analisa as condições de armazenamento e transporte dos corpos, bem como a conformidade com a legislação vigente.
- A faculdade ainda não se manifestou; o trabalho deve avançar com depoimentos, análise de documentos e outras diligências nos próximos meses.
O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito para apurar a aquisição de corpos de pacientes do Hospital Colônia, em Barbacena, por uma faculdade de Belo Horizonte. A investigação visa medidas de reparação histórica relacionadas às violações de direitos humanos ocorridas na instituição.
Segundo o MPF, o objetivo é esclarecer a origem e o destino dos corpos, verificar possíveis violações de direitos humanos e identificar medidas de reparação às vítimas e familiares. O hospital funcionou por décadas como um dos maiores psiquiátricos do país e é ligado a denúncias de maus-tratos e mortes.
A apuração também investiga irregularidades na aquisição dos corpos, consentimento das famílias e condições de armazenamento e transporte, sob a legislação vigente. A instituição foi fechada oficialmente em 1980, após décadas de denúncias.
A faculdade de Belo Horizonte ainda não se manifestou oficialmente sobre o inquérito. O MPF ressalta o compromisso com a memória das vítimas e com a responsabilização de eventuais irregularidades. A investigação deve seguir em andamento nos próximos meses, com diligências e depoimentos.
Contexto histórico
Barbacena ganhou notoriedade por relatos de violências no Colônia, que teria registrado grande número de mortes. Estima-se que cerca de 60 mil pacientes morreram na instituição ao longo de seu funcionamento.
Avanços da apuração
O MPF informou que a investigação pode incluir análise de documentos, cadeia de custódia e depoimentos de familiares e ex-funcionários. A expectativa é esclarecer fatos, responsabilidades e caminhos de reparação.
Entre na conversa da comunidade