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MPSP denuncia dono da Ultrafarma por organização criminosa

MPSP denuncia 11 pessoas por organização criminosa ligada à propina para facilitar, inflar e aprovar créditos de ICMS na Fazenda de São Paulo

O empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma.
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  • O Ministério Público de São Paulo denunciou onze pessoas ligadas a um esquema de cobrança de propina para facilitar, inflar e aprovar créditos de ICMS junto à Secretaria da Fazenda de São Paulo.
  • Entre os denunciados estão o fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, o ex-auditor fiscal estadual Artur Gomes da Silva Neto e o diretor fiscal e contábil da Ultrafarma, Rogério Barbosa Caraça.
  • O MPSP afirma que Sidney de Oliveira tomava decisões estratégicas do esquema, incluindo a determinação de valores a serem pagos a auditores fiscais corruptos.
  • A investigação aponta que houve transferências superiores a R$ 81 milhões para empresas do núcleo financeiro, com contratos simulados usados para ocultar os recursos e lavagem de dinheiro.
  • Kimio da Silva teve expansão patrimonial de cerca de R$ 411 mil para mais de R$ 2 bilhões em dois anos; quatro denunciados permanecem presos preventivamente, e o ex-auditor Alberto Toshio Murakami está foragido e na lista da Interpol.

O Ministério Público de São Paulo denunciou 11 pessoas por organização criminosa ligadas a um esquema de propina para facilitar, inflar e aprovar créditos de ICMS na Secretaria de Fazenda do estado. A denúncia envolve a Ultrafarma e seus controladores.

Entre os denunciados está o fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, apontado como responsável por decisões estratégicas do esquema. Também figura Rogério Barbosa Caraça, diretor fiscal da empresa, ligado à operacionalização do golpe.

Artur Gomes da Silva Neto, ex-auditor fiscal estadual, é indicado como articulador central. Segundo o MPSP, ele mantinha contato com representantes de empresas contribuintes e oferecia serviços ilícitos, ajustando valores e supervisionando etapas.

A investigação aponta que mais de R$ 81 milhões migraram para empresas do núcleo financeiro. As movimentações ocorreram entre 2021 e 2025, por meio de contratos simulados com uma consultoria tributária ocultada em lavagem de dinheiro.

A consultoria era formalmente controlada pela mãe de Artur, Kimio da Silva, mas era operada pelo ex-auditor. A empresa recebia contratos simulados para justificar os ressarcimentos solicitados.

A apuração identificou quatro núcleos: agentes públicos, técnico-operacional, financeiro e empresarial. Eles trabalhavam de forma articulada para viabilizar créditos e ocultar recursos.

Kimio da Silva teve aumento patrimonial de about R$ 411 mil para mais de R$ 2 bilhões em apenas dois anos, segundo o MPSP. Quatro denunciados estão presos preventivamente; Artur está entre eles.

O ex-auditor Alberto Toshio Murakami permanece foragido desde agosto de 2025 e integra a lista de procurados da Interpol. A polícia não confirmou prisões adicionais até o momento.

O CNN Money procurou a Ultrafarma para um posicionamento e aguarda resposta. A reportagem também tenta contato com Artur e Kimio da Silva. O espaço de manifestação permanece aberto.

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