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ONG ligada a filme de Bolsonaro sob investigação aberta por Dino

Flávio Dino abre investigação sigilosa sobre repasses de R$ 111 milhões a cinebiografia de Bolsonaro, via ONG e redes empresariais ligadas à produção

Na imagem, o cartaz de "Dark Horse", filme que narra a vida de Jair Bolsonaro
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  • O ministro Flávio Dino abriu uma investigação sigilosa no STF para apurar possível direcionamento de emendas parlamentares a projetos culturais vinculados a uma organização, envolvendo a cinebiografia de Jair Bolsonaro, intitulada Dark Horse, com recursos públicos somando 111 milhões de reais.
  • A investigação tem origem em denúncia da deputada Tabata Amaral, que aponta uma rede de empresas ligada à empresária Karina Gama, supostamente usando emendas pix para fins de marketing eleitoral e para viabilizar o filme.
  • A Go Up Entertainment, empresa de Karina Gama, administra a produção e está conectada a instituições como Instituto Conhecer Brasil e Academia Nacional de Cultura; o Instituto Conhecer Brasil firmou contrato de 108,8 milhões de reais com a Prefeitura de São Paulo para serviços de internet em comunidades.
  • Entre os repasses citados estão emendas de parlamentares do PL no valor de aproximadamente 2,8 milhões de reais; os nomes citados incluem Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis, Marcos Pollon e Mário Frias, este último produtor executivo do filme.
  • Sobre os recursos, as defesas divergem: Flávio Bolsonaro afirma que a obra tem zero dinheiro público, enquanto Bia Kicis nega desvio de finalidade e afirma que os R$ 150 mil mencionados eram para projeto educativo e não teriam sido pagos.

O ministro Flávio Dino, do STF, abriu investigação sigilosa para apurar possível direcionamento de emendas parlamentares a projetos culturais vinculados a uma organização específica, relacionado à cinebiografia de Jair Bolsonaro, intitulada Dark Horse. A ação mira repasses que totalizam cerca de R$ 111 milhões, em parte recebidos por meio de uma rede de empresas e organizações já apontadas pela denúncia.

A origem do caso envolve a deputada Tabata Amaral, que apresentou a denúncia detalhando a existência de um grupo de empresas com estruturas compartilhadas, sob a gestão da empresária Karina Gama. A investigação visa apurar se emendas e emendas pix foram usadas para fins de marketing eleitoral e para viabilizar o filme.

Karina Gama é empresária da produtora Go Up Entertainment e preside instituições como o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura. O Instituto Conhecer Brasil firmou com a Prefeitura de São Paulo um acordo de roughly R$ 108,8 milhões para serviços de internet em comunidades.

  • Parlamentares do PL também teriam destinado aproximadamente R$ 2,8 milhões em emendas para projetos variados, segundo a apuração. Entre os nomes citados estão Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis, Marcos Pollon e Mário Frias, este último produtor executivo do filme.

Posições em relação aos recursos

Os defensores da produção afirmam que o financiamento seria privado. Flávio Bolsonaro sustenta que não houve dinheiro público, citando investimentos com o empresário Daniel Vorcaro para financiar uma produção em padrão hollywoodiano, com capital privado e profissionais de renome.

Por outro lado, a deputada Bia Kicis negou desvio de finalidade, afirmando que emenda parlamentar não destinou recursos à produção de filme ou conteúdo sobre a vida de Bolsonaro. Ela argumenta que o valor de 150 mil, indicado por ela, era para projeto educativo e que o pagamento ainda não foi realizado.

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