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Peru define rival de Keiko Fujimori no segundo turno após apuração

Keiko Fujimori lidera apuração e enfrentará Roberto Sánchez no segundo turno, após disputa apertada e denúncias de irregularidades que atrasaram o processo

A direitista Keiko Fujimori, ex-congressista e filha do falecido ditador peruano Alberto Fujimori, e o esquerdista Roberto Sánchez
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  • Peru definiu o segundo turno entre Keiko Fujimori, com 17,18% dos votos, e Roberto Sánchez, com 12,03%, após mais de um mês de apuração.
  • Sánchez ficou em segundo lugar à frente de Rafael López Aliaga por apenas 21.210 votos, equivalentes a 0,137% do total.
  • Aliaga contestou o resultado, alegou fraude eleitoral e pediu a anulação do pleito em protesto no centro de Lima.
  • O MP acusa Sánchez de omitir contribuições de campanha entre 2018 e 2020; audiência está marcada para 27 de maio para decidir o rumo do caso.
  • O Peru vive crise política com oito presidentes nos últimos dez anos, e mais de 90% da população diz ter pouca confiança no governo e no Parlamento. O segundo turno está marcado para 7 de junho.

Após apuração de mais de um mês, o Peru definiu o segundo turno das eleições presidenciais para 7 de junho. Keiko Fujimori liderou a apuração com 17,18% dos votos e enfrentará Roberto Sánchez, que ficou em 12,03%.

A disputa pelo segundo lugar foi acirrada, com Sánchez superando Rafael López Aliaga por 21.210 votos, equivalente a 0,137% do total. Aliaga contestou o resultado e pediu a anulação do pleito, alegando fraude sem apresentar provas.

Perfil dos candidatos

Sánchez é ex-ministro do governo de Pedro Castillo, deposto e preso, e defende uma refundação do país com nova Constituição e maior controle estatal sobre recursos naturais. Fujimori concorre pela quarta vez à presidência, enfatizando segurança pública frente ao aumento da violência.

A candidata direitista defende a construção de novos presídios, retorno de tribunais com juízes sem rosto e saída do Peru da Corte Interamericana de Direitos Humanos, medidas recebidas com críticas de organizações de direitos humanos.

Controvérsias e contestações

As eleições enfrentaram problemas logísticos, com falhas na montagem de seções que impediram o voto de pelo menos 63 mil pessoas, levando à prorrogação do pleito. A Missão de Observação da UE afirmou não ter encontrado evidências de fraude, posição compartilhada pelo Ministério Público e pela Ouvidoria.

O Ministério Público abriu investigação envolvendo Sánchez, por supostas irregularidades em contribuições de campanha entre 2018 e 2020. A acusação aponta uso indevido de recursos partidários, o que Sánchez nega veementemente, afirmando inocência.

Contexto político

Desde 2016 o Peru vive crise política e institucional, com oito presidentes em dez anos. Em fevereiro, o Congresso destituiu o presidente interino Jerí, após investigações sobre suposto tráfico de influência. A presidência interina passou a Balcázar, que assumiu o cargo de forma automática.

Mais de 90% dos peruanos demonstram pouca ou nenhuma confiança no governo e no Parlamento, índice recorde na América Latina, segundo levantamento regional. O segundo turno está agendado para julho, com posse prevista para julho.

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