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PF aponta que Vorcaro tinha grupo no Rio para fazer ameaças

PF aponta que Vorcaro mantinha grupo no Rio para ameaçar desafetos, com operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais

Foto: Reprodução/Esfera Brasil
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  • A Polícia Federal apontou que Daniel Vorcaro mantinha no Rio de Janeiro um grupo para ameaçar e constranger desafetos ligados aos seus interesses.
  • O conjunto integrado pela chamada “A Turma” incluía operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais, atuando para intimidar adversários e acessar informações sigilosas.
  • O grupo local no Rio era comandado por Manoel Mendes Rodrigues, descrito como elo entre o comando central e a força local.
  • Em Angra dos Reis, em junho de dois mil e vinte e quatro, o grupo teria ido a uma marina para ameaçar o comandante de uma embarcação de Vorcaro; depois, intimidaram um ex-chefe de cozinha em um hotel, com mensagens de “levantamento de tudo” e “ir pra cima”.
  • Na nova fase da Operação Compliance Zero foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e dezoito buscas e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais; entre os alvos estão Henrique Vorcaro, policiais, hackers e um empresário ligado ao jogo do bicho, enquanto um operador conhecido como “Sicário” morreu dias após a prisão.

A Polícia Federal aponta que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mantinha um grupo no Rio de Janeiro para intimidar desafetos que contrariavam os interesses da instituição. A investigação associa esse núcleo a operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais.

A força-tarefa descreve a branca de comando local como parte da estrutura chamada A Turma, cuja função seria vigiar adversários e acessar informações sigilosas. Na liderança local, surge Manoel Mendes Rodrigues, identificado como empresário do jogo.

Segundo a decisão, o braço fluminense do grupo recebia ordens diretas do núcleo central e atuava para intimidar pessoas. A PF aponta que Manoel era apontado como elo entre o comando e a força local empregada na intimidação física.

Detalhes de atuação no Rio

Em Angra dos Reis, em junho de 2024, o grupo teria se deslocado até uma marina para ameaçar o comandante de uma embarcação ligada a Vorcaro. Em seguida, foi a um hotel intimidar um ex-chef de cozinha próximo ao banqueiro.

Mensagens apreendidas pela PF mostram Vorcaro ordenando o “levantamento de tudo” e o uso de medidas agressivas contra o funcionário. A resposta dos investigados indicou que as ações já estavam em andamento.

A PF cita ainda o relato de uma testemunha que afirmou ter recebido ameaças de morte por sete homens, sendo um deles denominado “Manoel”, amigo de Vorcaro próximo ao jogo do bicho. A autoridade descreve Manoel como intimidador qualificado.

Nova fase da atuação criminosa

A nova fase da Operação Compliance Zero cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Asetes incluem Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, e policiais federais.

Entre os alvos estão hackers, empresários ligados ao jogo do bicho e integrantes da estrutura investigada pela PF. A operação investiga organização criminosa com condutas de intimidação, coerção, invasão de dispositivos e obtenção de informações sigilosas.

A PF aponta que parte das provas foi coletada a partir de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, responsável por operacionalizar ações do núcleo. Mourão tentou suicídio após a prisão na operação anterior e faleceu dias depois no hospital.

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