- A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino para investigar suposto esquema bilionário de sonegação, ocultação de bens e evasão de recursos envolvendo o grupo de combustíveis.
- O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria Refit, estão entre os investigados.
- O STF, por meio do ministro Alexandre de Moraes, autorizou o bloqueio de ativos do grupo no valor de aproximadamente R$ 52 bilhões e a suspensão de atividades.
- Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal.
- As apurações envolvem crimes de sonegação fiscal, ocultação patrimonial, evasão de divisas e irregularidades ligadas a incentivos fiscais concedidos pela governo estadual em 2023.
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Sem Refino, para investigar um conglomerado do setor de combustíveis suspeito de crimes financeiros e fiscais. Estão sob investigação o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria Refit. As suspeitas envolvem sonegação, ocultação de bens e evasão de recursos.
A Justiça bloqueou ativos do grupo e suspendeu atividades econômicas, totalizando aproximadamente 52 bilhões de reais. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal.
A operação decorre de apurações sobre incentivos fiscais concedidos pelo governo do Rio de Janeiro à refinaria em 2023, com foco na ampliação do mercado de óleo diesel. O caso envolve esquemas de fraude fiscal, ocultação patrimonial e evasão de divisas.
A investigação é autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e integra ações sobre organizações criminosas ligadas a agentes públicos no estado. Além disso, a PF apura irregularidades em operações de refino vinculadas ao grupo econômico.
Entre os crimes sob investigação estão sonegação de impostos, ocultação e dissimulação de bens, bem como evasão de recursos para o exterior. As apurações percorrem estruturas societárias usadas para encobrir operações de interesse financeiro.
A apuração se conecta a desdobramentos da ADPF 635/RJ, que analisa a atuação de organizações criminosas e suas ligações com agentes públicos no estado. A investigação também examina irregularidades específicas na refinaria ligada ao conglomerado.
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