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PF mira Cláudio Castro no Rio de Janeiro

Operação Sem Refino: PF cumpre 17 mandados na Barra da Tijuca, autorizada pelo STF, para apurar conglomerado de combustíveis ligado a Cláudio Castro; bloqueio de R$ 52 bilhões

Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador do Rio de Janeiro em 23 de março de 2026. - (crédito: Marcelo Regua/Gov Rio de Janeiro)
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  • A Polícia Federal executou buscas na residência de Cláudio Castro, ex-governador do Rio, em um condomínio na Barra da Tijuca, conforme determinação da Justiça.
  • Ricardo Magro, empresário do grupo Refit, também é alvo da operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
  • A chamada Operação Sem Refino investiga uso de estrutura societária para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
  • Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 7 afastamentos de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal; houve também pedido para difusão vermelha da INTERPOL.
  • A Justiça bloqueou aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos e suspendeu atividades de empresas investigadas; Castro renunciou ao cargo em 23 de março de 2026, ficando inelegível por 8 anos.

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, do PL, foi alvo de operação da Polícia Federal nesta sexta-feira. Mandados de busca foram cumpridos em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, onde ele reside, com autorização do STF.

Ricardo Magro, empresário e dono do grupo Refit, também foi alvo da ação. A operação, denominada Sem Refino, investiga suposta ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

A PF cumpre 17 mandados de busca e apreensão e 7 de afastamento de função pública em projetos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Também houve decisão de incluir investigado na Difusão Vermelha da INTERPOL.

A investigação conta com apoio técnico da Receita Federal e integra apurações da ADPF 635/RJ, que apura atuação de organizações criminosas com vínculos a agentes públicos no estado.

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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