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PF troca delegado responsável pela investigação do escândalo do INSS

Polícia Federal troca equipe de investigadores do escândalo do INSS; oposição cobra convocação do diretor-geral Andrei Rodrigues para explicar a mudança

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • A Polícia Federal trocou, nesta sexta-feira, 15, a equipe de delegados que conduzem o inquérito do escândalo do INSS.
  • Entre os investigados está o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva.
  • A nova equipe teria se reunido com o ministro André Mendonça, relator do inquérito no STF; o STF não confirmou o encontro e o caso tramita em segredo de Justiça.
  • A oposição pediu a convocação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao Congresso para esclarecer a mudança.
  • A CPMI do INSS indicou 216 pessoas; entre elas está o empresário conhecido como “Careca do INSS”, preso em setembro; as investigações duram mais de um ano.

A Polícia Federal trocou nesta sexta-feira, 15, a equipe de delegados responsável pelo inquérito do escândalo do INSS. O foco é um esquema de descontos associativos indevidos em folhas de pagamento de aposentados e pensionistas. Entre os investigados está Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente Lula.

A nova equipe do caso informou ter se encontrado com o ministro André Mendonça, relator do inquérito no STF, na mesma sexta-feira. Não houve confirmação oficial sobre o encontro, e o inquérito segue sob segredo de Justiça. A mudança ocorreu em um momento de tensão política.

A oposição questiona a decisão e pediu a convocação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao Congresso para esclarecer a troca. O senador Carlos Viana afirmou que transparência é necessária e que quem não deve não teme investigação.

Mudança na condução do caso

  • A investigação já dura mais de um ano, com a prisão de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como principal operador do esquema.
  • A CPMI do INSS indiciou 216 pessoas, incluindo figuras políticas e ex-ministros, mas seu relatório final foi rejeitado pelo STF após votação marcada pela madrugada de 27 para 28 de março.
  • O colegiado conseguiu autorização provisória para continuar funcionando, autorizada pelo ministro Mendonça, mas a decisão foi derrubada pelo plenário.

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