- O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) prevê orçamento de R$ 23 bilhões para quatro anos, com metas, prazos e ações estruturantes.
- O PBIA é dividido em cinco eixos: infraestrutura e desenvolvimento, formação e capacitação, IA para serviços públicos, inovação empresarial e regulação e governança.
- Ao todo são previstas cinquenta e quatro ações estruturantes, com cinquenta e seis por cento já em execução e R$ 6,6 bilhões usados até o momento.
- Entre os serviços públicos, estão o Núcleo de IA do Governo, plataformas de IA generativa e uso de agentes conversacionais via WhatsApp integrado ao Gov.br.
- A coordenadora Thaciana Cerqueira afirmou que o objetivo é tornar o Brasil referência global em IA no setor público, com foco em eficiência, inclusão e desenvolvimento tecnológico, e pretende alcançar 115 mil servidores capacitados até o fim de 2026.
O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) foi apresentado como uma estratégia para estruturar o uso responsável da IA no serviço público, com foco em infraestrutura, capacitação e melhoria do atendimento ao cidadão. A apresentação ocorreu durante o SPIW nesta sexta-feira, 15, com a participação de Thaciana Cerqueira, Coordenadora Geral de IA Responsável do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
Segundo a coordenadora, o PBIA foi definido pelo governo com metas, prazos e orçamento, visando um governo mais próximo de cada cidadão. A iniciativa tem validade de quatro anos e prevê um orçamento total de 23 bilhões de reais distribuído em cinco eixos: infraestrutura e desenvolvimento, formação e capacitação, IA para serviços públicos, inovação empresarial, regulação e governança.
A atuação está estruturada em 54 ações, das quais 56% já estão em andamento e cerca de 6,6 bilhões de reais já foram investidos. No eixo de serviços públicos, estão previstas ações como o Núcleo de IA do Governo, plataformas de IA generativa e o uso de agentes conversacionais via WhatsApp integrados ao Gov.br, ampliando a comunicação com o cidadão.
Projeções, capacitação e governança
Entre os desafios apontados, a coordenadora citou a formação contínua de servidores, a retenção de talentos e a necessidade de regulação. O governo já capacitou 82 mil servidores em IA e pretende chegar a 115 mil até o fim de 2026. O PBIA também adota diretrizes de ética e autoavaliação de risco, alinhadas ao projeto de lei em tramitação no Congresso.
A meta é transformar o Brasil em referência global no uso de IA no setor público, com foco em eficiência, inclusão e desenvolvimento tecnológico. O SPIW 2026 ocorre em São Paulo, reunindo lideranças, empresas, centros de pesquisa, investidores e governos para debates sobre tecnologia e inovação.
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