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Polícia investiga estudantes por invasão da reitoria da USP

Polícia Civil instaurou inquérito para apurar danos ao patrimônio público cometidos por estudantes durante invasão à reitoria da USP; desocupação ocorreu na madrugada de domingo

Sede da reitoria da USP, em São Paulo, (Foto: Cecília Bastos/USP)
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  • A Polícia Civil abriu inquérito para investigar estudantes envolvidos na invasão da reitoria da USP, por dano ao patrimônio público, crime com pena de seis meses a três anos de detenção e multa.
  • A desocupação ocorreu na madrugada de domingo, após operação da Polícia Militar, que deixou ao menos cinco pessoas feridas segundo estudantes; a SSP nega e diz apurar possíveis excessos.
  • Durante a operação, policiais apreenderam notebooks, celulares e outros objetos dos alunos; os itens foram encaminhados ao Instituto de Criminalística para perícia, e a investigação pode avançar com medidas mais rigorosas.
  • A SSP informou que poderá representar judicialmente pela quebra de sigilo telefônico para identificar elementos que comprovem crimes como dano ou invasão mediante violência.
  • O Diretório Central dos Estudantes da USP classificou as investigações como uma tentativa de intimidação, ressaltando que a ocupação visava diálogo com a gestão após negociações consideradas insuficientes; a greve tinha pautas como reajuste do PAPFE, moradias no Crusp e melhoria dos bandejões.

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar estudantes que participaram da invasão da reitoria da USP, ocupada por três dias na última semana. O caso tramita no 93º Distrito Policial e envolve suposto dano ao patrimônio público, crime com pena de seis meses a três anos de detenção, além de multa.

A invasão começou na quinta-feira 7 e ocorreu na reitoria da USP, em São Paulo. Estudantes estavam em greve e reivindicavam reajustes no PAPFE, melhorias nas moradias do Crusp e mudanças nos restaurantes universitários. A ocupação se manteve até a desocupação final.

Desocupação e desdobramentos

A desocupação ocorreu na madrugada de domingo 10, em operação da Polícia Militar. Segundo estudantes, ao menos cinco pessoas ficaram feridas; a SSP afirma que investiga possíveis excessos e não confirma números no momento.

Durante a operação, policiais apreenderam notebooks, celulares e outros objetos dentro da reitoria. Os equipamentos foram encaminhados ao Instituto de Criminalística para perícia, e a investigação pode avançar para medidas adicionais.

A SSP afirmou que pode representar judicialmente pela quebra de sigilo telefônico para identificar suspeitos de crimes como dano ou invasão mediante violência. A medida depende de autorização judicial.

Reação estudantil e contexto

O DCE da USP reagiu, alegando tentativa de intimidação ao movimento estudantil. Alega que a ocupação foi uma ação legítima para buscar diálogo com a administração após negociações estancadas. Críticas também foram feitas à suposta violência policial durante a retirada.

Os grevistas defendem que as negociações com a gestão do reitor foram encerradas de forma unilateral. O principal ponto de impasse envolvia o reajuste das bolsas, com reivindicação de valores mais próximos ao salário mínimo paulista.

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