Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Por que uma das melhores cidades do Brasil tem transporte público ruim

Transporte público de Maringá sofre com lotação, atrasos e freadas, apesar de subsídio anual de R$ 45 milhões e estudo sobre Tarifa Zero

Atrasos, superlotação e trânsito desafiam o transporte coletivo em Maringá. (Foto: Rafael Macri/Prefeitura Municipal de Maringá)
0:00
Carregando...
0:00
  • Maringá, reconhecida como uma das melhores cidades, enfrenta ônibus lotados, atrasos e freadas bruscas, segundo relatos de passageiros.
  • O serviço é operado pela TransportColetivo Cidade Canção (TCCC) até 2031; a prefeitura gerencia e fiscaliza, com cerca de 74 mil viagens diárias, sendo 54 mil pagas.
  • A tarifa técnica é de R$ 8,10, mas o usuário paga R$ 5,20; a diferença de R$ 2,90 é coberta pela administração municipal, que investe cerca de R$ 45 milhões por ano em subsídios.
  • A cidade tem apenas dois corredores exclusivos de ônibus; a demanda caiu 25% no pós-pandemia, com queda no número de viagens de estudantes de 22 mil para cerca de 15 mil diárias.
  • Os órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado do Paraná, apontam melhorias necessárias e a prefeitura busca o modelo Tarifa Zero, com estudos técnicos em andamento.

Em Maringá, a qualidade do transporte público volta a ser tema de debate. O sistema enfrenta lotação, atrasos e freadas bruscas, mesmo em uma cidade reconhecida pelo planejamento urbano. Passageiros afirmam que o crescimento de veículos particulares deixou a demanda maior que a capacidade atual.

A condução do serviço fica a cargo da Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC), única concessionária até 2031. A prefeitura gerencia a fiscalização e as tarifas, enquanto a demanda diária gira em torno de 74 mil viagens, das quais cerca de 54 mil são pagas.

Rozeli Bocca, vendedora que usa ônibus há anos, descreve lotação e falta de assentos, além de freadas rápidas. A cobertura dos pontos também é criticada, especialmente em dias de chuva. A jornalista Camila Stawinski aponta gargalos na concentração de estudantes em horários de pico e atendimento considerado precário por alguns motoristas.

Situação atual e custos do sistema

A tarifa técnica do transporte é de R$ 8,10, mas o usuário paga R$ 5,20, com o restante subvencionado pela prefeitura. O subsídio anual é estimado em R$ 45 milhões, cobrindo gratuidades para estudantes, idosos, pessoas com deficiência, gestantes e outras categorias.

A TCCC sustenta que a definição de itinerários e frota depende da prefeitura, e que a prioridade aos ônibus não é equivalente à de cidades como Curitiba. O diretor da empresa aponta que a falta de faixas exclusivas reduz a velocidade e a atratividade do serviço, aumentando a dependência do transporte individual.

O município observa que o sistema precisa cumprir indicadores como regularidade, acessibilidade e velocidade. Auditorias do Tribunal de Contas do Paraná em 2023 recomendaram melhorias em calçadas, pontos de ônibus e estudos para novos corredores exclusivos, além de buscar receitas alternativas, como o Terminal Intermodal.

Perspectivas e medidas em andamento

A prefeitura informou que contratou empresa para um sistema de controle e monitoramento integrado do transporte. O objetivo é melhorar operação e satisfação do usuário, com implantação tecnológica e capacitação. Estudos técnicos e de viabilidade estão em andamento para a possibilidade de Tarifa Zero.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais