- Líderes do PT, PCdoB e PV encaminharam à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal, em 14, uma representação criminal contra Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Jair Bolsonaro e outras figuras, incluindo o empresário Daniel Vorcaro.
- A peça aponta possíveis crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, peculato, desvio de recursos públicos, falsidade ideológica, corrupção, evasão de divisas, coação no curso do processo e crimes contra a soberania nacional.
- A representação envolve o financiamento do filme Dark Horse, com suposto repasse de R$ 134 milhões, e ligações entre estruturas do Banco Master, emendas parlamentares e operações em dólar no exterior.
- Os signatários sugerem que estruturas ligadas à produtora do filme podem ter captado, ocultado ou dado aparência lícita a recursos para atuação política da família Bolsonaro, inclusive no exterior, sugerindo caixa dois político-eleitoral.
- Flávio Bolsonaro afirmou não haver irregularidades e que o aporte foi apenas um investimento privado na produção audiovisual, conforme declarações à GloboNews.
Líderes do PT, PCdoB e PV apresentaram uma representação criminal à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026. O alvo é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e possível organização criminosa ligada à sua atuação política. A peça envolve ainda o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de Daniel Vorcaro, empresário do Banco Master.
A representação aponta supostos crimes como lavagem de dinheiro, peculato, desvio de recursos públicos e corrupção. O documento também cita evasão de divisas, coação no curso do processo e crimes contra a soberania nacional. A ação foi protocolada após reportagem do The Intercept Brasil sobre repasse de R$ 134 milhões ligados a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse.
Os signatários solicitam apuração de fluxos privados envolvendo Vorcaro, bem como de emendas parlamentares destinadas a entidades associadas à produtora. A peça foi subscrita pela senadora Tereza Leitão (PT-PE) e por deputados como Pedro Uczai (PT-SC), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Aliel Machado (PV-PR), entre outros representantes.
Flávio Bolsonaro afirmou, em redes sociais e à GloboNews, que não houve irregularidades. O senador negou ter contatos com Vorcaro fora de contratos de confidencialidade e disse que o aporte decorreu exclusivamente de um investimento privado na produção audiovisual. Não houve pronunciamento oficial da PGR até o fechamento desta reportagem.
Contexto e possíveis desdobramentos
A representação integra a atuação de oposição no Congresso e também envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o documento, a análise busca esclarecer se recursos de origem privada, somados a emendas parlamentares, teriam sido usados para sustentar ações políticas, inclusive no exterior.
Os autores ressaltam a necessidade de investigar estruturas empresariais ligadas ao filme Dark Horse. A peça sustenta que tais estruturas poderiam ter sido usadas para captar, circular ou ocultar recursos com finalidade político-eleitoral, inclusive em outros países.
A PGR e a PF devem decidir sobre a continuidade das investigações. Até o momento, não há conclusão sobre a veracidade das informações apresentadas na representação.
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