- A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino, com 17 mandados de busca e apreensão; entre os alvo está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o dono da Refit, Ricardo Magro.
- A investigação apura possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências ligadas a uma refinaria vinculada ao grupo de combustíveis.
- A autorização para a operação foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
- Cláudio Bomfim de Castro e Silva, 47 anos, já foi vice-governador e, em maio de 2021, assumiu o governo do estado; renunciou em março deste ano para concorrer ao Senado.
- O Tribunal Superior Eleitoral condenou-o à inelegibilidade de oito anos a partir de 2022 por abuso de poder político e econômico; o diploma de governador foi cassado, mas perdeu efeito após a renúncia.
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 14 de maio, a Operação Sem Refino para apurar atuação de um conglomerado do ramo de combustíveis. Estão incluídos 17 mandados de busca e apreensão, entre eles o do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e do empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit. A investigação aponta ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
A operação mira possíveis fraudes fiscais vinculadas à operação de uma refinaria associada ao grupo. A autorização foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e envolve apurações sobre estrutura societária e financeira supostamente usadas para dissimular patrimônio.
Quem é Cláudio Castro
Cláudio Bomfim de Castro e Silva, 47 anos, nasceu em Santos e mudou-se para o Rio ainda criança. Formado em direito, iniciou a carreira pública em 2016 como vereador pelo PSC. Em 2018 tornou-se vice-governador na chapa de Wilson Witzel.
Em 2021 assumiu o governo do Rio após o impeachment de Witzel e, nesse período, deixou o PSC e migró para o PL. Renunciou ao cargo em 2023 para concorrer ao Senado. O TSE o manteve inelegível por oito anos a partir de 2022, por abuso de poder político e econômico.
Além da inelegibilidade, Castro foi multado e teve o diploma de governador cassado, mas a decisão perdeu efeitos práticos, pois a renúncia já era iminente. A situação legal de Castro segue sujeita a avaliações judiciais, sem conclusão neste momento.
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