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Renúncia, inelegibilidade e investigação marcam últimos meses de Claudio Castro

Ex-governador Claudio Castro renunciou em 2026, ficou inelegível até 2030 e é alvo de busca e apreensão na Operação Sem Refino

Cláudio Castro renunciou ao governo antes de ser condenado pelo TSE por abuso de poder político e econômico
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  • Claudio Castro renunciou ao governo do Rio de Janeiro em 23 de março de 2026, para se candidatar ao Senado, após o TSE julgar sua chapa por abuso de poder.
  • Um dia após a renúncia, o TSE condenou Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, tornando-o inelegível até 2030.
  • A condenação envolve uso da máquina pública para favorecer a reeleição, com criação de cargos irregulares e contratação de cabos eleitorais com recursos do governo.
  • Nesta sexta-feira, 15, Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Sem Refino, ligada ao Grupo Refit, que investiga ocultação patrimonial e evasão de recursos.
  • A PF cumpriu 17 mandados de busca e 7 medidas de afastamento de funções públicas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal; a ação teve autorização do STF, pelo ministro Alexandre de Moraes.

O ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro foi alvo de uma operação da Polícia Federal em 15 de junho, com mandados de busca e apreensão. A ação, ligada ao grupo Refit, ocorre em meio a uma série de reveses políticos vividos por Castro neste ano de 2026. O caso envolve suspeitas de ocultação patrimonial e dissimulação de bens.

Castro renunciou ao governo em 23 de março, um dia antes de seu mandato ser julgado pelo TSE por abuso de poder nas eleições de 2022. Na ocasião, afirmou que deixava o cargo para se candidatar ao Senado. O Palácio Guanabara ficou sob comando interino após a renúncia.

Um dia após a renúncia, o TSE condenou Castro por abuso de poder político e econômico, tornando-o inelegível até 2030. A decisão baseou-se em denúncias de uso da máquina pública para favorecer a reeleição, com a criação de cargos comissionados ligados a Ceperj e Uerj durante a campanha.

Operação da PF: o que se sabe até o momento

Nesta sexta-feira, a PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do RJ, SP e DF. O mandato contra Castro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes.

A ação faz parte da operação Sem Refino, investigando o Grupo Refit, ligado ao setor de combustíveis. A investigação apura ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

A casa de Castro, localizada em condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, recebeu um dos mandados. A defesa do ex-governador ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

Contexto e desdobramentos

O Grupo Refit ganhou notoriedade após a operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto deste ano. As autoridades buscam esclarecer se parte do combustível abasteceria redes de postos sob controle de organizações criminosas.

As informações acima são atualizadas com base no material do Estadão e complementadas por desdobramentos oficiais em andamento.

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