- Na Louisiana, o Senado controlado pelos republicanos aprovou um novo mapa que elimina um dos dois distritos de maioria negra representados pelos democratas, chances de cinco dos seis distritos ficarem com republicanos.
- O projeto foi aprovado por 27 votos a 10, seguirá para a Câmara estadual, onde os republicanos têm maioria qualificada; o governador Jeff Landry suspendeu as eleições primárias para o Congresso pouco antes do início da votação antecipada.
- Na Carolina do Sul, o governador Henry McMaster revisou sua posição e chamou sessão legislativa especial para discutir um novo mapa congressional, com potencial de retirar o veterano Jim Clyburn do Congresso.
- A Câmara estadual já aprovou proposta que dividiria o distrito de Clyburn e adiaria as primárias para agosto; os republicanos controlam as duas casas no estado.
- A ofensiva faz parte de uma onda sulista de redesenho de distritos após a Suprema Corte dos Estados Unidos enfraquecer proteções para distritos com grandes populações de minorias, potencialmente beneficiando os republicanos nas eleições de meio mandato.
Na Louisiana, o Senado estadual, controlado pelos republicanos, aprovou na quinta-feira um novo mapa para o Congresso. A medida elimina um dos dois distritos de maioria negra representados por democratas, abrindo espaço para que o partido avance em novel eleição de novembro. A mudança está alinhada com a estratégia de redesenho de distritos que ganhou impulso no sul dos EUA.
Na Carolina do Sul, o governador republicano Henry McMaster recuou de uma posição anterior e convocou uma sessão legislativa especial a partir desta sexta-feira para discutir um novo mapa congressional. A expectativa é de que a proposta retire do Congresso o veterano Jim Clyburn, democrata, nas eleições de meio mandato.
Na prática, estados do sul aceleraram os redesenhos após decisão recente da Suprema Corte dos EUA, que restringiu proteções a distritos com grandes populações de minorias. Tennessee e Alabama já avançaram em sentidos similares, reforçando a estratégia republicana na Câmara.
O processo de gerrymandering, como é conhecido, integra uma disputa nacional que pode favorecer amplamente os republicanos na tentativa de manter a maioria na Câmara. Mesmo com a personalização de mapas, democratas ainda aparecem como favoritos para renovar a Casa, segundo tendências de aprovação.
Na Louisiana, o mapa aprovado por 27 votos a 10 acompanha linhas partidárias e segue para a Câmara estadual, onde a maioria republicana supera dois terços. O governador Jeff Landry já havia suspendido as primárias do Congresso pouco após a decisão da Suprema Corte.
Críticos, incluindo democratas e defensores de direitos civis, destacam que o novo desenho enfraquece o peso eleitoral de eleitores negros, que somam cerca de um terço da população do estado. No desenho proposto, cinco dos seis distritos ficariam com republicanos nas eleições de novembro.
A senadora democrata Katrina Jackson-Andrews afirmou que o Senado deveria apoiar um mapa que dê voz a todos, durante a sessão de quinta-feira. Os republicanos, representados pelo autor Jay Morris, argumentam que o redesenho atende a vantagens partidárias, não raciais.
O mapa atual, com distritos de maioria negra próximos a Nova Orleans e Baton Rouge, foi considerado inconstitucional pela Suprema Corte, que viu peso excessivo na raça na definição dos limites. O novo desenho estabelece apenas um distrito democrata conectado entre as cidades.
Na Carolina do Sul, o anúncio de McMaster veio dois dias após falha no Senado em extender a sessão para discutir um novo mapa, com a ruptura de cinco republicanos que impediu a maioria qualificada. A Câmara estadual já aprovou proposta que dividiria o distrito de Clyburn e adiantaria as eleições primárias para agosto.
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