- O STF determinou a inclusão do nome de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol, para prisão provisória de foragidos.
- Magro é alvo da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal na sexta-feira, 15, que investiga o grupo Refit e o ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro.
- A Refit é o nome de fantasia da Refinaria de Manguinhos e é apontada como a maior devedora de ICMS em São Paulo, com acusações de sonegação de bilhões.
- Na megaoperação, a PF prendeu arrombamento de portas com marreta e cumpriu buscas em endereços ligados à família de Magro; o empresário reside nos Estados Unidos.
- As apurações investigam uso de estruturas para ocultação de patrimônio, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior, com vínculos de Magro com a Refít e atividades jurídicas associadas.
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a inclusão de Ricardo Magro na lista vermelha da Interpol, em alerta para prisão provisória de foragidos. O empresário é alvo da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal na sexta-feira, 15, junto ao ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro (PL).
Magro é dono da Refit, nome fantasia da Refinaria de Manguinhos. A empresa é considerada a maior devedora de ICMS de São Paulo, a segunda maior do Rio e uma das maiores do país, com estimativas de sonegação na casa dos bilhões de reais.
Na megaoperação, a PF utilizou uma marreta para arrombar a porta da empresa. Endereços ligados à família de Magro também foram alvo de busca e apreensão. O empresário reside nos Estados Unidos.
Operação e desdobramentos
A Refit ganhou atenção após a Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto, que investiga se o combustível da refinaria abasteceria redes sob controle do PCC. Em outubro, a Receita Federal apreendeu dois navios com carga destinada a Manguinhos.
O conglomerado é investigado por uso de estruturas societárias e financeiras para ocultação de patrimônio e evasão de recursos ao exterior. O caso envolve ainda discussões sobre pagamentos de tributos e possíveis fraudes fiscais.
Ricardo Magro já esteve no foco de outras investigações, incluindo denúncias de evasão fiscal na gestão da refinaria e supostas compras de decisões judiciais. Em 2016, chegou a ser preso sob suspeita de lesar o fundo de pensão Postalis. A defesa do empresário não se manifestou até o momento.
Fontes: informações do Estadão.
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