- A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino no Rio de Janeiro, com mandados de busca e apreensão contra o ex-governador Cláudio Castro e prisão preventiva de Ricardo Magro, líder do grupo Refit, ligado a suspeitas de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de divisas; foi determinado o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões e a suspensão das atividades de empresas investigadas.
- A investigação acompanha a história da Refinaria de Manguinhos, fundada em 1954, que virou centro das apurações por suspeitas de fraude tributária, lavagem de dinheiro e uso de estruturas para blindagem patrimonial; a unidade já foi interditada parcialmente em 2025 pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e teve interdição total determinada em janeiro.
- Em outubro de 2025, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional apresentou acusações à Refit, apontando importação de gasolina quase pronta enquanto se declarava óleo cru, o que seria falsidade ideológica e crime tributário, além de uso de escudo patrimonial para ocultar ativos.
- Em novembro de 2025, a operação Poço de Lobato mobilizou mais de 600 agentes em cinco estados e no Distrito Federal, revelando uma estrutura bilionária com movimentação superior a R$ 70 bilhões em um ano e prejuízos tributários estimados em mais de R$ 26 bilhões.
- As investigações apontam ligação entre o setor de combustíveis e organizações criminosas no Rio, com uso de distribuidoras, importadoras, fundos de investimento e offshores, incluindo operações abertas em Delaware; a nova etapa reforça a linha de investigação sobre evasão tributária, ocultação patrimonial e suposta atuação de crime organizado.
O Rio de Janeiro voltou a ser o centro das investigações envolvendo o grupo Refit, dono da refinaria de Manguinhos. A PF deflagrou nesta sexta-feira a Operação Sem Refino, com mandados de busca em condomínio na Barra da Tijuca e prisão preventiva de Ricardo Magro, alvo da difusão vermelha da Interpol. Cláudio Castro também aparece entre os investigados.
O objetivo é apurar ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de divisas, em investigação que já envolve aproximadamente R$ 52 bilhões em bloqueios judiciais e suspensão de atividades de empresas ligadas ao grupo. As apurações começaram em 2025 e ampliam o cerco ao conglomerado de combustíveis.
A operação atual integra uma frente de apuração sobre possível ligação entre o setor de combustíveis e organizações criminosas, dentro da chamada ADPF das Favelas. Segundo a PF, o caso envolve estruturas complexas com offshores e empresas interpostas, operando para dificultar o rastreamento de recursos.
Refinaria de Manguinhos: histórico e desdobramentos
A Refinaria de Manguinhos, fundada em 1954, tornou-se símbolo da indústria fluminense. Localizada na Zona Norte, prosperou por décadas, mas passou a figurar em investigações de fraude tributária, lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial.
Em 2025, a PF conduziu a Operação Carbono Oculto, com apoio da Receita Federal, que interditou parcialmente as operações da unidade. A ANP chegou a determinar suspensão total das atividades da Refit no início de 2025 e manteve restrições subsequentes.
A União, por meio da PGFN, apontou em outubro de 2025 indícios de importação de gasolina quase pronta, declarando óleo bruto às aduanas. A acusação envolve sonegação fiscal e uso de estruturas para ocultar ativos, prejudicando a arrecadação.
Escalada de operações e desdobramentos
Em novembro de 2025, a operação Poço de Lobato mobilizou mais de 600 agentes em cinco estados e no DF, segundo o MP de SP e a Receita. O grupo seria responsável por prejuízos estimados em mais de R$ 26 bilhões em débitos tributários e movimentou mais de R$ 70 bilhões em um ano.
As investigações indicam uso de redes de distribuidoras, importadoras, fundos de investimento, offshores e empresas interpostas. Parte do esquema envolve empresas abertas em Delaware, EUA, e fundos com cotistas únicos para dificultar o rastreamento.
A PF reforça que a nova operação aprofunda ligações entre o setor de combustíveis e organizações criminosas no Rio. A Refit, por sua vez, nega irregularidades e afirma que débitos tributários estão sob disputa judicial.
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