- O diretor do filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro é o norte‑americano Cyrus Nowrasteh, de 69 anos.
- Na indústria dos EUA, ele é associado a discursos de direita e críticas aos progressistas.
- Entre seus trabalhos de maior repercussão está a minissérie The Path to 9/11, exibida pela ABC em 2006 e alvo de protestos por culpar o governo Clinton.
- Em fevereiro de dois mil e sete, o site Politico destacou o risco de ser visto como de direita no cinema, citando Nowrasteh.
- Como diretor e roteirista, ele costuma apostar em dramas históricos e narrativas políticas que valorizam tradições, masculinidade, estrutura familiar e espiritualidade cristã, o que costuma agradar ao público conservador.
O filme Dark Horse, que aborda Jair Bolsonaro, tem como diretor o norte-americano Cyrus Nowrasteh, de 69 anos. A produção coloca em foco a figura pública brasileira, gerando debates sobre a vinculação entre cinema e posicionamento político.
Nowrasteh é associado a narrativas de posicionamento conservador na indústria dos Estados Unidos. Seu trabalho costuma privilegiar temas históricos e políticas ligadas a valores tradicionais, com foco em estruturar personagens fortemente ligados à espiritualidade.
Entre as obras que marcaram sua carreira está a minissérie The Path to 9/11, exibida pela ABC em 2006, que provocou protestos ao culpar o governo Clinton pelo 11 de setembro, segundo críticas da época. A liberação da obra foi alvo de controvérsias sobre liberdade artística.
Contexto e repercussões
Em reportagens de 2007, veículos destacaram o risco de ser identificado como de direita no cinema, segundo Nowrasteh. O artista sempre foi citado por defender uma visão conservadora em meio a um cenário majoritariamente liberal.
Além disso, The Young Messiah, lançado em 2016, é citado entre seus projetos, escrito com Betsy Giffen e centrado em uma visão novelística da infância de Jesus. A trama reforça o estilo de narrativas que valorizam princípios tradicionais e a espiritualidade.
As produções de Nowrasteh costumam receber recepção variada, com maior acolhimento de público conservador e respostas mais mornas da crítica, destacando o choque entre posicionamento ideológico e avaliação jornalística.
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