- Especialistas alertam que a IA pode ampliar a circulação de fake news nas eleições, especialmente em um ambiente de forte polarização e baixo letramento digital.
- O ministro Nunes Marques destaca que o uso da tecnologia será um ponto de atenção no TSE durante a campanha.
- Há dúvidas sobre se a Justiça Eleitoral terá quadros técnicos suficientes para coibir desvios e evoluções na manipulação.
- O objetivo é privilegiar o debate e o direito de resposta, mantendo diálogo entre o TSE e os tribunais regionais para atuação uníssona.
- Também há preocupação com pesquisas eleitorais e a necessidade de fiscalização para evitar fraudes, conforme regras da Abep e da legislação.
O uso da inteligência artificial na campanha eleitoral tem sido apontado por especialistas como um gatilho para o aumento de fake news até a eleição. O foco está no ministro Nunes Marques, que comanda o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A preocupação é que a tecnologia se intensifique entre agosto e outubro, em um contexto de forte polarização e baixo letramento digital.
Para analistas ouvidos pela Agência Brasil, a capacidade da IA de manipular a atenção dos eleitores pode crescer se não houver freios robustos. O cenário envolve o TSE como órgão regulador, com a necessidade de envolver tribunais regionais e setores da sociedade na defesa de informações confiáveis.
O papel da Justiça Eleitoral, segundo especialistas, depende de quadros técnicos qualificados e de uma atuação coordenada entre TSE e TREs. A expectativa é de que haja equilíbrio entre liberdade de expressão e limites legais para evitar abusos e desinformação.
Debates e limites
O presidente do TSE busca valorizar o debate público e assegurar o direito de resposta, mantendo diálogo com tribunais regionais. A ideia é alinhar ações entre as instâncias para definir um modelo de atuação compatível com o atual cenário político.
Paralelamente, analistas ressaltam a importância de evitar o uso de IA para desinformação sem resistência adequada. A atuação conjunta dos tribunais pode influenciar se o regime será mais intervencionista ou liberal.
Pesquisas e fiscalização
Especialistas apontam a necessidade de o TSE zelar pela conformidade de pesquisas eleitorais com regras vigentes, combatendo levantamentos clandestinos. A legislação já exige registro na Justiça Eleitoral, identificação do estatístico e informações da amostra e do questionário.
Segundo o debate, ainda não há fórmula suficiente para manter autonomia das empresas de pesquisa ao mesmo tempo em que se assegura auditoria robusta. A fiscalização efetiva é vista como crucial para evitar fraudes na divulgação de resultados.
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