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Filiação de Joaquim Barbosa acirra crise no DC, dirigente critica ex-ministro

Filiação de Joaquim Barbosa ao Democracia Cristã gera crise interna; dirigente paulista afirma que atuará para impedir a candidatura presidencial

O ex-deputado Cândido Vaccarezza, dirigente do DC
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  • Joaquim Barbosa filiou-se ao Democracia Cristã em 2 de abril, em meio a rumores de possível candidatura à Presidência.
  • A filiação gerou crise no DC, com o presidente do diretório paulista, Cândido Vaccarezza, dizendo que Barbosa é “inapoiável” e que atuará contra a candidatura.
  • Vaccarezza citou o histórico de Barbosa no processo do mensalão e acusou o ex-ministro de ter iniciado o “lawfare” no Brasil.
  • Aliados de Aldo Rebelo apontam quebra de confiança por parte de Caldas, que teriam promovido a troca de candidato sem negociação interna.
  • Vaccarezza afirmou que vai reunir aliados a partir de 18 de maio para montar estratégia e impedir a candidatura, com o DC buscando apresentar ética e reformas no Judiciário.

A filiação de Joaquim Barbosa ao DC gerou uma crise interna na legenda. O ex-ministro do STF pode disputar a Presidência, o que provocou resistência entre meios do partido. A determinação ocorreu pouco antes do fim do prazo legal para filiações.

A direção do DC, segundo apuração, planeja lançar Barbosa na disputa presidencial com uma pauta de ética e reformas do Judiciário. A tentativa de costurar apoio gerou atritos entre lideranças regionais e a direção nacional.

Divergência interna no DC paulista

O presidente do diretório de São Paulo, o ex-deputado Cândido Vaccarezza, chamou Barbosa de inapoiável e afirmou que trabalhará contra a candidatura. Ele sustenta que Barbosa tem histórico de lawfare e pouca experiência política.

Vaccarezza também mencionou desconfianças sobre o processo de filiação, dizendo que Barbosa foi inserido no partido de forma sigilosa e sem ampla negociação interna. O ex-ministro Joaquim Barbosa foi procurado, mas não se manifestou.

Controle de candidatura e liderança nacional

A filiação ocorreu em 2 de abril, em meio a dispute sobre quem decide o futuro do DC, segundo relatos. O presidente nacional do DC, ex-deputado João Caldas, estaria envolvido na definição de candidaturas, o que gerou tensão nos bastidores.

Aldo Rebelo, hoje aliado de Vaccarezza e pré-candidato da legenda, não comentou sobre o tema. Aliados de Aldo citam quebra de confiança por parte de Caldas, que teriam promovido mudanças sem negociação ampla.

Rumos do DC e próximos passos

Barbosa foi procurado pela coluna para falar sobre a candidatura, mas não respondeu. A direção do DC pretende reunir aliados a partir de segunda-feira para traçar estratégias de impedimento à candidatura presidencial do ex-ministro.

Conforme apurado, o DC continua com a meta de apresentar Barbosa como rosto de uma agenda ética, mantendo foco na agressiva defesa de reformas no Judiciário. O desdobramento depende de decisões da convenção partidária.

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