- Flávio Bolsonaro afirmou em Sorocaba que há um movimento para “enterrá-lo vivo”, mas disse que não vão conseguir e que está mais disposto do que nunca.
- O ato aconteceu durante a pré-campanha do deputado Guilherme Derrite e contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
- As mensagens entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, cobrando parcelas de um financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro, foram reveladas pelo Intercept Brasil e confirmadas pelo Valor; cerca de R$ 61 milhões teriam sido repassados a um fundo no Texas.
- Flávio sustenta que não houve irregularidades nos repasses e que o dinheiro foi utilizado para as despesas de produção do filme; a Polícia Federal deve abrir inquérito sobre o tema.
- Durante o evento, o senador fez ataques ao STF e a Luiz Inácio Lula da Silva, associando o governo ao aparelhamento da Polícia Federal e citando mudanças na condução de investigações relacionadas ao chamado “Lulinha”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou neste sábado que há um movimento para enterrá-lo vivo, mas disse que não vão conseguir. O pronunciamento ocorreu durante evento de pré-campanha em Sorocaba (SP), onde participou do lançamento da candidatura do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado.
Flávio manteve atividades públicas após a crise gerada pela divulgação de mensagens enviadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Master. As mensagens envolvem cobranças de parcelas para o financiamento de um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro. O evento também contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
A apuração das mensagens foi divulgada pelo Intercept Brasil e confirmada pelo Valor. Segundo as informações, cerca de 61 milhões de reais teriam sido repassados a um fundo localizado no Texas, com representante legal de um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro nos EUA. Flávio e Eduardo negam irregularidades e afirmam que o dinheiro serviu apenas para despesas da produção.
Contexto da crise e desagravo a Flávio
Durante o ato, o senador criticou o STF pela condenação de Jair Bolsonaro e dirigiu ataques ao governo Lula, sem citar nomes. Ele alegou que o governo teria promovido alterações na PF para conduzir investigações contra integrantes da família Bolsonaro.
A PF afirmou que as mudanças visam estruturar as investigações, mantendo os delegados que já atuavam nos inquéritos. Flávio reforçou que não pretende recuar da pré-candidatura e afirmou que continuará concorrendo. A apuração sobre possível uso do dinheiro permanece em andamento.
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