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Justiça condena VW por fraude ambiental envolvendo Amarok

Justiça condena Volkswagen do Brasil a pagar R$ 15 milhões por fraude ambiental com Amarok fabricadas em 2011-2012; MPF pode recorrer

A condenação da Volkswagen foi anunciada em agosto do ano passado, mas foi levada para a 2ª instância | Volkswagen/Divulgação
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  • A Justiça Federal condenou a Volkswagen do Brasil a pagar 15 milhões de reais em danos morais coletivos por fraude na homologação ambiental de picapes a diesel fabricadas em 2011 e 2012.
  • Mais de 17 mil unidades da Amarok teriam recebido um software que burlava testes de emissão de poluentes, permitindo circulação com NOx acima do permitido.
  • A sentença, publicada no dia cinco de maio, foi com base em ação civil pública do Ministério Público Federal.
  • O MPF recorreu para dobrar o valor da multa, defendendo que a indenização original não reflete a gravidade da conduta.
  • A Volkswagen do Brasil ainda não se manifestou sobre a decisão, que admite recurso por parte da empresa.

A Justiça Federal condenou a Volkswagen do Brasil a pagar R$ 15 milhões em danos morais coletivos por fraude na homologação ambiental de veículos a diesel fabricados no Brasil em 2011 e 2012. A sentença foi publicada em 5 de maio e partiu de ação civil pública promovida pelo Ministério Público Federal. A empresa pode recorrer da decisão.

Segundo o MPF, mais de 17 mil unidades da picape Amarok daquele período trouxeram um software que burlava testes de emissão de poluentes, viabilizando a venda de veículos com níveis de NOx acima do permitido no país.

Ato de responsabilidade e nexo causal

O juiz substituto da 12ª Vara Cível Federal de São Paulo, Maurílio Freitas Maia de Queiroz, destacou o nexo causal entre a instalação deliberada do defeat device e o dano ambiental coletivo. A defesa da Volkswagen do Brasil de que a matriz alemã seria responsável não afasta a responsabilização da subsidiária, segundo o magistrado.

Alecação da empresa e posição institucional

O juiz pontuou que a Volkswagen do Brasil importou, comercializou e colocou em circulação no mercado nacional veículos equipados com o dispositivo proibido. Procurada, a empresa ainda não se manifestou; o espaço permanece aberto para o posicionamento oficial.

MPF e o potencial de agravamento da sanção

O Ministério Público Federal recorreu da decisão para que o valor da punição seja dobrado. Em nota, o MPF afirmou que a quantia solicitada originalmente, R$ 30 milhões, condiz com a gravidade da conduta e com os danos ambientais causados, especialmente pela permanência de veículos no mercado.

Contexto da ação e impactos

A ação envolve a violação de normas ambientais e de políticas públicas, com consequências sobre a qualidade do ar e a legislação brasileira. A decisão isolada não muda automaticamente o status de veículos já em circulação, mas reforça a responsabilização de fabricantes em casos de fraude na homologação.

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