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Operação da PF contra Castro pressiona bolsonarismo no Rio

Operação Sem Refino da Polícia Federal bloqueia cerca de R$ 52 bilhões em ativos e mira Cláudio Castro e Ricardo Magro, pressionando o bolsonarismo no Rio

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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino, que mira o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o empresário Ricardo Magro, com 17 mandados de busca e apreensão e bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos.
  • A investigação apura suposto esquema bilionário de sonegação fiscal, ocultação patrimonial e evasão de divisas no setor de combustíveis, envolvendo a Refinaria Refit.
  • O caso é apresentado como desgaste ao bolsonarismo no Rio de Janeiro, considerado berço político da família Bolsonaro, e pode levar a reavaliação da estratégia política da base aliada.
  • A defesa de Castro afirmou surpresa com a operação e que ele está à disposição da Justiça; a Refit negou irregularidades e disse não ter sido beneficiada por parcelamento fiscal.
  • O caso também envolve debates sobre incentivos fiscais de 2023 à Refit e levantamento sobre degradação institucional e infiltração do crime organizado no Rio, conforme análises recentes.

Operação Sem Refino da PF mira esquema bilionário em combustíveis, atingindo Cláudio Castro (PL) e Ricardo Magro, dono da refinaria Refit. A ação envolve sonegação fiscal, ocultação patrimonial e evasão de divisas, com bloqueio de ativos de cerca de R$ 52 bilhões e suspensão de atividades. Os trabalhos ocorreram no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal, com 17 mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF.

A ofensiva faz parte de investigações sobre incentivos fiscais concedidos à Refino em 2023. Castro, ex-governador, teve a participação dele validada pela PF, enquanto Magro é apontado como principal operador ligado ao grupo. A defesa de Castro afirmou surpresa com a operação e que o ex-governador está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos, ressaltando lisura técnica de atos.

A Refit negou irregularidades e afirmou não ter sido beneficiada por parcelamento especial de créditos do governo do Rio. A empresa ressalta que não houve falsificação de declarações fiscais e que questões tributárias tramitam na Justiça e na esfera administrativa. A nota também esclarece que a Tobras Distribuidora não foi influenciada pela Refit em decisões administrativas.

Detalhes da operação

Segundo autoridades, as investigações apuram fraudes fiscais bilionárias no setor de combustíveis, ocultação de bens e envio irregular de recursos ao exterior. A operação é descrita como desdobramento de apurações sobre incentivos à Refino.

Implicações políticas

Analistas veem potencial desgaste para o bolsonarismo, especialmente no Rio de Janeiro, referência histórica da família. Acompanham a tendência de reavaliação de estratégias pela base aliada, com pressão por explicações públicas e maior clareza sobre condutas políticas associadas.

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