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Pré-candidato bolsonarista no RJ busca verba após acordo com Paes

São Gonçalo espera acordo de royalties com Paes para manter investimentos, enquanto crise política complica o futuro do bolsonarismo no Rio

Vista aérea do parque RJ Nosso Sonho, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, construído na área do antigo piscinão da cidade e inaugurado em 1º de março
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  • São Gonçalo, cidade de posição estratégica para o bolsonarismo no Rio, recebeu o parque RJ Nosso Sonho e investimentos em obras, incluindo o hospital e o centro de imagens, com orçamento de 53 milhões de reais.
  • O grupo liderado por Douglas Ruas, filho do prefeito Capitão Nelson, tornou-se pré-candidato ao governo estadual, após Ruas ser eleito presidente da Assembleia Legislativa.
  • O cenário político ficou turbulento: Claudio Castro renunciou ao mandato para evitar cassação, Rodrigo Bacellar teve o mandato cassado, e o STF manteve Ricardo Couto na presidência do M combate à sucessão.
  • Há um acordo sobre a redistribuição de royalties do petróleo envolvendo Rio de Janeiro, São Gonçalo, Magé e Guapimirim, mantido por Eduardo Paes, apesar de disputa judicial sobre a constitucionalidade da lei.
  • Mesmo com avanços em pavimentação e drenagem, a cidade continua com desafios de infraestrutura, segurança pública e percepção de melhoria por parte da população.

O parque RJ Nosso Sonho, em São Gonçalo, é a evidência de uma gestão de investimentos que ganhou destaque na última verdade política local. O espaço, inaugurado em março, fica entre a BR-101 e a baía de Guanabara e custou cerca de R$ 53 milhões.

O empreendimento foi apresentado pelo então governador Claudio Castro, ao lado de aliados do PL, incluindo o prefeito Capitão Nelson, o diputado Altineu Côrtes e Douglas Ruas, filho do prefeito, apontado como articulador das obras.

O parque, com 35 mil m², surge no antigo piscinão da cidade e agrega quadras, pista de skate, área infantil, anfiteatro e uma cascata para banho. Vídeos da inauguração mostraram o tom de celebração entre governantes e aliados.

Contexto político e investimentos

Nos últimos anos, São Gonçalo recebeu recursos expressivos de diferentes origens. A cidade teve o orçamento ampliado de cerca de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,5 bilhões, em boa parte via privatização da Cedae e repasses estaduais.

Altineu Côrtes destinou emendas significativas, e o município teve em 2023 e 2025 recursos destinados a obras de infraestrutura, escolas e da mobilidade urbana. Parte dessas emendas foi alvo de críticas por impactos a empresas em licitações.

A gestão de Capitão Nelson ampliou obras em pavimentação, drenagem e serviços públicos, incluindo o Ciesg, o Hospital do Câncer e do Coração e o parque justamente citado. A atuação conjunta com Castro reforçou a presença de recursos na cidade.

Cenário atual e desdobramentos

Pouco mais de dois meses após a inauguração, o governo estadual enfrenta desgaste. Castro renunciou ao mandato para evitar cassação por abuso de poder; Rodrigo Bacellar teve o mandato cassado e deixou a Alerj.

Douglas Ruas assume como pré-candidato ao governo pelo bolsonarismo e preside a Alerj, enquanto o cargo de vice de Castro permanece vago. Ainda, o STF analisa se a eleição de substituto deverá ocorrer de forma direta ou indireta.

Em meio a tensões, São Gonçalo continua dependente de verbas estaduais e federais. Paes mantém o compromisso com o acordo de redistribuição de royalties, ainda sob decisão do STF sobre a constitucionalidade da lei que redistribui receitas.

Perspectivas locais

A cidade, marcada pela indústria histórica e pela vulnerabilidade social, segue buscando desenvolvimento urbano sem perder a identidade periférica. Moradores veem melhorias, mas pedem continuidade e maior presença de lideranças locais junto à comunidade.

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