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Prefeito de São Gonçalo nega ter sido miliciano; pai do PL ao governo do Rio

Prefeito Capitão Nelson nega ter sido miliciano; CPI cita liderança de milícia no Jardim Catarina e aponta histórico policial ligado à segurança pública

Jair Bolsonaro (ao centro) e aliados da direita fluminense se reúnem; sentados, Capitão Nelson (à esquerda) e Washington Reis; em pé, Netinho Reis (entre Nelson e Bolsonaro) e Flávio Bolsonaro (entre Bolsonaro e Reis)
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  • Nelson Ruas dos Santos, prefeito de São Gonçalo e pai de Douglas Ruas, foi policial militar e chefiou a Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) e a seção P2 do 7º Batalhão.
  • No relatório final da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio, aprovado em 2008, ele é citado como um dos líderes de milícia no Jardim Catarina, já na época vereador pelo PSC.
  • O prefeito nega as imputações, diz ter lutado contra a criminalidade e não se arrepende de nada.
  • Sobre a chacina de 1988 no morro do Grotão, afirma que houve confronto em legítima defesa contra traficantes fortemente armados; caso foi investigado.
  • Em relação ao “carro da linguiça”, diz que é lenda e que o veículo descaracterizado usado na P2 era apenas coincidência com um carro similar de vendedor de linguiças.

Preto de 68 anos, o prefeito de São Gonçalo, Nelson Ruas dos Santos, conhecido como Capitão Nelson, nega envolvimento com milícias. Ex-PM, ele é pai do deputado estadual Douglas Ruas, pré-candidato ao governo do Rio pelo PL. A afirmação surge no contexto de menção ao seu nome no relatório da CPI das Milícias da Alerj, aprovado em 2008.

Na época, Capitão Nelson já havia deixado a farda e atuava como vereador pelo PSC. O documento o cita como um dos líderes de milícia atuante no Jardim Catarina, em São Gonçalo. A prefeitura, contudo, afirma que não houve indiciamento e que o nome surgiu de denúncia anônima considerada infundada.

O prefeito sustenta que combateu a criminalidade durante a carreira na PM e que não há histórico de atuação miliciana no bairro citado. Sobre a chacina de 1988 no morro do Grotão, ele afirma ter agido em legítima defesa, em confronto com traficantes fortemente armados. Quanto ao apelido do “carro da linguiça”, diz que foi apenas uma coincidência ligada a um veículo descaracterizado usado na época. Capitão Nelson reafirma orgulho e defesa da população de São Gonçalo, sem arrependimentos.

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