- Em Louisiana, a primary ocorre neste sábado com Bill Cassidy, senador republicano, disputando a reeleição contra Julia Letlow e John Fleming, após Cassidy ter votado pela impeachment de Donald Trump.
- Trump afirmou que Letlow deveria concorrer contra Cassidy e concedeu apoio, intensificando a ofensiva do ex-presidente contra membros do seu próprio partido.
- Pesquisas recentes mostram Cassidy em terceiro lugar entre os prováveis eleitores republicanos, com Fleming e Letlow na liderança em um cenário de três vias.
- Cassidy, médico de formação, votou para confirmar Robert F. Kennedy Jr. como secretária de Saúde e Serviços Humanos (HHS), em uma tentativa de amenizar as tensões com Trump.
- Mesmo com a possível vaga em segundo lugar para o eventual segundo turno, analistas dizem que a vantagem de Letlow e Fleming e o apoio de Trump tornam o caminho de Cassidy difícil.
Bill Cassidy, senador republicano pelo Louisiana, enfrenta hoje uma disputa acirrada na primária do partido após Donald Trump apoiar a oponente Julia Letlow. Cassidy votou pela impeachment do presidente após o 6 de janeiro e, em seguida, votou pela confirmação de Robert F Kennedy Jr como fez-se à época para tentar amenizar a tensão com Trump. A eleição ocorre no estado onde Cassidy busca a reeleição pela terceira vez.
O cenário mudou após o apoio aberto de Trump a Letlow, impulsiono a campanha contra Cassidy. Letlow entrou na disputa à frente de Fleming, com o apoio do próprio Trump e de outros dirigentes locais. Pesquisa recente apontou Cassidy em terceiro lugar, com Fleming e Letlow em vantagem.
Cassidy, médico gastroenterologista e ex-parlamentar, chegou à política em 2014 ao vencer Mary Landrieu. O senador participou de votações-chave no governo anterior, incluindo a tentativa de revogar o Obamacare. O desgaste com Trump começou após o ataque ao Capitol, quando Cassidy votou pela condenação do então presidente.
A reforma eleitoral da Louisiana, em 2024, manteve a primária entre membros do partido e eleitores independentes, o que, segundo analistas, pode favorecer candidatos alinhados a Trump. A mudança amplia a necessidade de votos diretos na disputa interna, dificultando a consolidação de Cassidy.
Cassidy também enfrentou críticas pela escolha de apoiar a confirmação de Kennedy, que gerou resistência entre parte de seu eleitorado. A própria relação com Trump se deteriorou após a reeleição do presidente e acusações envolvendo temas de imunização e governança.
Os rivais de Cassidy adotaram táticas para se apresentar como a opção do movimento de Trump. Letlow exibe apoio de Trump e de Landry, enquanto Fleming divulga encontros com o presidente. A equipe de Cassidy, por sua vez, aponta que a candidata Letlow pode ter maior apoio entre eleitores fiéis a Trump.
Caso não alcance a maioria na primária, Cassidy deve disputar um segundo turno, previsto para junho. Analistas indicam que, mesmo em eventual runoff, a força de voto pró-Trump pode representar obstáculo significativo para a reeleição do senador.
Entre na conversa da comunidade