- Em Parauapebas, advogadas tentaram instruir a IA Galileu da 3ª Vara Trabalhista para contestar uma petição de forma superficial, sem impugnar documentos, mas o sistema detectou a manobra.
- O juiz Luiz Carlos de Araújo aplicou multa de R$ 84,25 mil às advogadas pela tentativa de sabotagem do funcionamento do tribunal.
- Elas justificaram a ação dizendo que buscavam proteger o cliente da interferência da IA.
- O caso é apresentado como alerta sobre o avanço da inteligência artificial no Judiciário e na advocacia, evidenciando vulnerabilidades institucionais.
- A narrativa usa a comparação com um canário na mina para ilustrar o peso desproporcional da IA frente ao Poder Judiciário brasileiro.
Em Parauapebas, no Pará, duas advogadas foram flagradas tentando induzir uma inteligência artificial a atuar de forma sabotadora no processo judicial. O caso envolve a 3ª Vara Trabalhista da cidade e o uso da ferramenta Galileu para processar petições e redigir sentenças. A tentativa ocorreu após uma dica semelhante a usada por uma psicóloga nos EUA, buscando contornar o sistema.
Segundo informações oficiais, as advogadas inseriram comandos em fontes invisíveis aos leitores para que a IA contestasse a petição de forma superficial e não impugnasse documentos, independentemente do comando recebido. O sistema detectou a tentativa, levando o juiz Luiz Carlos de Araújo a agir de forma firme.
O magistrado proferiu uma decisão de sanção, com multa de 84,25 mil reais, aplicável às advogadas. A deliberação ressalta que a conduta configura sabotagem ao funcionamento do sistema judicial, afastando a atuação profissional do papel de defesa do cliente. A punição foi anunciada após apuração interna do tribunal.
As advogadas justificaram o episódio afirmando que a atuação visava proteger o cliente da influência da IA. As declarações foram recebidas com cautela pela comunidade jurídica, que avalia riscos da integração entre tecnologia de IA e prática advocatícia. O caso é visto como alerta sobre vulnerabilidades institucionais.
Analistas destacam que o episódio evidencia dois movimentos simultâneos: a IA ganhando espaço no Judiciário e a prática da advocacia se adaptando a novas ferramentas. Também surgem questionamentos sobre salvaguardas, supervisão de sistemas automatisados e responsabilidade profissional.
A cidade de Parauapebas, conhecida pela atividade minerária, fica sob o olhar de especialistas por ser palco de um caso emblemático de governança tecnológica. O episódio é usado como estudo sobre limitações, controles e ética no uso de IA em procedimentos judiciais. O tema continua em debate entre tribunais e órgãos de classe.
Entre na conversa da comunidade