- A Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro estima que mais de cinquenta pessoas ligadas ao caso vão concorrer a cargos legislativos no país.
- Entre os nomes na lista estão a irmã de Débora Rodrigues, Cláudia Rodrigues (Novo, SP), e Luíza Cunha (PL, DF).
- A advogada Carolina Siebra vai disputar uma vaga na Câmara pelo Ceará, defendendo críticas ao STF e às sentenças aplicadas aos réus.
- Especialistas dizem ser improvável uma bancada exclusiva do 8 de janeiro; os novatos devem mirar um nicho de eleitores já consolidados da direita.
- O quadro aponta que os possíveis eleitores desses candidatos estão entre segmentos da direita radicalizada, simpatizantes da tentativa de golpe, segundo o cientista Christian Lynch.
OVEJA: reportagem de VEJA revela que parentes, advogados e acusados de envolvimento nos ataques de 8 de janeiro se filiaram a partidos e pretendem formar uma bancada no Congresso. Ao todo, a Asfav aponta mais de 50 pessoas ligadas ao processo na disputa por vagas legislativas.
Entre os nomes citados estão Cláudia Rodrigues, irmã de Débora Rodrigues, conhecida como “Débora do Batom”, que disputaria pelo Novo-SP, e Luíza Cunha, filha do empresário Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, filiado ao PL do Distrito Federal.
O episódio remete aos ataques de 2023, quando sedes do Planalto, do Congresso e do STF foram invadidas e depredadas. Ao todo, 1.400 manifestantes foram presos e 850 condenados por tentativa de golpe e associação criminosa.
A Asfav indica que o movimento pretende capitalizar o debate sobre freios e contrapesos ao STF. Ezequiel Silveira, diretor jurídico da entidade, afirma que a pauta pode aumentar a visibilidade dos candidatos.
Perfil dos candidatos e possíveis cenários
Carolina Siebra, advogada que defendeu mais de 600 acusados, é candidata ao Ceará pela Câmara dos Deputados. A plataforma concentra críticas ao STF e às sentenças aplicadas aos réus, segundo a reportagem.
Cientista político Christian Lynch avalia que é improvável surgir uma bancada com apenas figuras associadas ao 8 de Janeiro. Ele aponta que o segmento eleitoral disputará espaço com políticos de direita já estabelecidos.
Lynch ressalta que o eleitorado potencial está em um nicho específico. Segundo ele, os candidatos precisarão mirar votantes vinculados à repressão das tentativas de golpe, incluindo simpatizantes de fora do espectro moderado.
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