- Charlie Berens, conhecido pelo “Manitowoc Minute”, usa sua plataforma para criticar o boom de datacenters de IA em Wisconsin, começando pelo caso de Port Washington.
- O projeto em Port Washington, da Vantage Data Centers, contou com roughly 458 milhões de dólares em isenções fiscais em vinte anos para infraestrutura, sem que a cidade visse essa receita nesse período.
- O empreendimento evoluiu para um campus de datacenter de até 15 bilhões de dólares, com parceria de OpenAI e Oracle, levantando preocupações sobre meio ambiente, consumo de água e custos de energia para vizinhos.
- Em audiências públicas e eventos, moradores expressaram oposição e pediram mais transparência, enquanto Berens destacou a necessidade de regulamentação de IA e de participação pública.
- Em 7 de abril, Port Washington aprovou um referendo anti-datacenter por vantagem de aproximadamente dois para um, que obriga aprovação popular para distritos de incentivos superiores a 10 milhões de dólares, medida que agentes do setor temem que reduza a competitividade das cidades.
Charlie Berens enfrenta a onda de datacenters de IA em Wisconsin, articulando críticas e perguntas sobre transparência, custos e impactos ambientais. O comediante, conhecido pelo formato Manitowoc Minute, ganhou visibilidade ao abordar o tema nas redes e em eventos públicos.
Em Port Washington, município de 13 mil habitantes a cerca de 30 minutos de Milwaukee, a proposta de um campus de datacententros avaliado em 8 bilhões de dólares recebeu aprovação inicial de autoridades locais, com promessas de empregos temporários e de renda para infraestrutura. Comunidade aponta tensões entre incentivos fiscais, uso de água e consumo de energia.
Berens descobriu, ao pesquisar, que parlamentares estaduais colocaram o acordo em prática, oferecendo cerca de 458 milhões de dólares em benefícios fiscais ao longo de 20 anos, sem repartir receitas com a cidade nesse período. O episódio motivou o jornalista a discutir políticas públicas em seus vídeos.
No contexto estadual, Wisconsin já abriga sete projetos de datacentros de grande porte. Uma pesquisa da Marquette University Law School indicou que quase 70% dos eleitores acreditam que os custos superam os benefícios, refletindo mudança de opinião desde o ano anterior.
A repercussão levou Berens a participar de eventos com especialistas e ativistas locais. Em diferentes cidades, moradores questionam decisões, processos e a falta de NDA e de transparência em licitações. A mobilização tem contado com participação de trabalhadores, acadêmicos e famílias.
Paralelamente, um episódio recente ocorreu em Beaver Dam, a cerca de 60 quilômetros de Madison, onde um datacenter da Meta gerou dúvidas entre moradores e autoridades. O caso envolveu uso de uma empresa-sombra e sigilo em contratos com o poder público, elevando a expectativa sobre regulamentação do setor.
Em junho, uma audiência popular reuniu membros da comunidade para discutir o tema. Berens apresentou dados, apontou riscos ao meio ambiente e pediu maior fiscalização sobre projetos de IA. Profissionais locais destacaram impactos na qualidade da água e na gestão dos recursos naturais.
O movimento também envolve contestação a incentivos para atrair investimentos, com debates sobre como equilibrar desenvolvimento econômico e proteção ambiental. Em Port Washington, houve registro de tensões entre a administração municipal e parte da população, após divulgações públicas sobre o tema.
O pleito de 7 de abril em Port Washington consolidou uma narrativa de resistência local: a cidade aprovou uma consulta para futuros projetos acima de 10 milhões de dólares em incentivos, por meio de referendo. A medida não interrompe o datacenter existente, mas restringe decisões futuras.
Berens permanece como voz de uma frente informativa que busca ampliar o debate público sobre datacenters e transparência. Ele afirma que cidadãos devem ter espaço para participar das decisões que afetam suas comunidades, especialmente quando envolvem gastos públicos e impactos ambientais.
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